Por uma reapropriação da ideia de homem

Esta tese se insere na temática da crise dos grandes discursos, reconhecendo que ao contrário do colapso ou do fim das metanarrativas, eles se abriram, possibilitando a reapropriação de uma outra ideia de homem. Uma ideia que traz como base a gramática trágica. Trágico, aqui, é o que vislumbra o rea...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Louis José Pacheco de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-03082015-152618
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-03082015-152618/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Blefe
Bluff
Contemporaneidade
Contemporaneity
Filosofia trágica
Real
Subject
Sujeito
Tragic philosophy
Descripción
Sumario:Esta tese se insere na temática da crise dos grandes discursos, reconhecendo que ao contrário do colapso ou do fim das metanarrativas, eles se abriram, possibilitando a reapropriação de uma outra ideia de homem. Uma ideia que traz como base a gramática trágica. Trágico, aqui, é o que vislumbra o real como idiota, simples, aprovador de todos os acontecimentos, suficiente para reconfigurar a imageria contemporânea e identificar, no âmbito de sua gramática, a presença do sujeito idiotès (vulgar e idiota), uma presença que foi negligenciada ao longo de toda modernidade. Para tratar dessa reapropriação do homem e do sujeito , este estudo se desenvolve a partir de três esferas de observação: a) o advento da racionalidade e a construção de um modelo de sujeito forte, que se tornará a base de uma tradição; b) a crise deste modelo e o seu encontro com o pensamento fraco (Vattimo); e c) o reordenamento da gramática moderna que, intensificando-­se idiota, aponta para um outro imaginário. Na primeira, exponho a preferência da racionalidade moderna por um homem e um sujeito fortes e sua consequente reprovação das narrativas que desprezam a noção de natureza ou afirmam o homem vulgar, fruto do acaso e da idiotia humana; na segunda, analiso a época contemporânea apontando para uma reconfiguração conceitual que, a partir da crise das noções de ser e de natureza (impostas por Nietzsche), aponta para o surgimento do pensamento fraco/débil; no terceiro, com foco na filosofia trágica rossetiana, fixo os desdobramentos de suas noções de acaso, de convenção, de aprovação, de um real idiotès, para a constituição do sujeito contemporâneo. Por fim, aponto para a liberação da imageria trágica e sua expressão idiota, que aproximam o homem de sua condição mais humana: essa idiotia. Ou seja, o objetivo é reapropriar-­se de uma gramática e de um homem que nunca apareceram como aspiração no âmbito dos discursos hegemônicos e que agora evidenciam-­se no campo da contemporaneidade.