Estudo da variabilidade genética da proteína do envelope do vírus Dengue sorotipo 4, em passagens seriadas de invertebrados Aedes albopictus clone C6/36

O vírus Dengue (DENV) é um vírus transmitido pela picada de um artrópode que provoca uma doença febril que acomete o mundo todo, causando problemas socioeconômicos principalmente em países tropicais como o Brasil. Os vírus de RNA possuem uma alta taxa de mutações, porém isso não é observado em arbov...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Sousa, Thadeu Cantão de
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Brasil
Recursos:Instituto Evandro Chagas (IEC)
Repositório:Repositório Digital do Instituto Evandro Chagas (Patuá)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:patua.iec.gov.br:iec/3538
Acesso em linha:https://patua.iec.gov.br/handle/iec/3538
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Vírus da Dengue / patogenicidade
Vírus da Dengue
Genoma Viral / genética
Proteínas do Envelope Viral
Descrição
Resumo:O vírus Dengue (DENV) é um vírus transmitido pela picada de um artrópode que provoca uma doença febril que acomete o mundo todo, causando problemas socioeconômicos principalmente em países tropicais como o Brasil. Os vírus de RNA possuem uma alta taxa de mutações, porém isso não é observado em arbovirus, esse fato pode ser explicado pelo vírus se manter natureza através de um ciclo alternado de replicações em hospedeiros artrópodes e vertebrados, onde uma mudança no genoma viral pode levar a um aumento de aptidão em um hospedeiro, geralmente diminuindo a aptidão no outro hospedeiro. Este trabalho teve como enfoque testar a variabilidade da proteína do Envelope viral, proteína que tem a função ligação e fusão com a membrana da célula do hospedeiro, realizando infecções seriadas do DENV sorotipo 4 em células de mosquito Aedes albopictus clone C6/36, buscando possíveis mutações no decorrer das passagens. Após um total de 10 passagens foi realizado o sequenciamento do gene do envelope e observada mudanças de bases nitrogenadas nas passagens seriadas, levando a mudanças aminoacídicas de Metionina → Leucina, no resíduo 211, e uma mudança de um Triptofano → Metionina, no resíduo 232 ocorridas na 3ª passagem, e de Histidina → Prolina, no resíduo 161, e de uma Alanina → Prolina, no resíduo 162 ocorridas na 7ª passagem. As mutações encontradas nesse trabalho estavam localizadas no domínio I e domínio II da proteína do Envelope. Este trabalho mostrou que todas as mudanças aminoacídicas ocorridas na proteína do envelope se mantiveram nas passagens subsequentes.