Propriedades morfossemânticas do duplo diminutivo no português : uma análise em Morfologia Relacional

Este artigo investiga o comportamento morfossemântico de palavras com duplo diminutivo no português, como chuvinhazinha, amarelinhozinho e pitadinhazinha. O objetivo principal é determinar se o segundo diminutivo (DIM2) meramente intensifica o valor semântico do primeiro diminutivo (DIM1) ou se, em...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Ribeiro, Pablo Nunes, Silva, Rafaella Machado da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/288888
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/288888
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Língua portuguesa
Diminutivo
Morfossemântica
Corpus lingüístico
Morfologia (Linguistica)
Double diminutives
Morphosemantics
Corpus linguistics
Relational Morphology
Evaluative suffixation
Descripción
Sumario:Este artigo investiga o comportamento morfossemântico de palavras com duplo diminutivo no português, como chuvinhazinha, amarelinhozinho e pitadinhazinha. O objetivo principal é determinar se o segundo diminutivo (DIM2) meramente intensifica o valor semântico do primeiro diminutivo (DIM1) ou se, em determinados contextos, introduz novos valores semânticos. A pesquisa utiliza os corpora eletrônicos do Corpus do Português, NOW e Web/Dialects, para analisar as ocorrências desses diminutivos em contextos reais de uso. Os resultados revelam que o duplo diminutivo pode intensificar o valor de DIM1 e, em alguns casos, adicionar um novo valor semântico, como afetividade, precisão e depreciação. Palavras que denotam dimensão reduzida na base, como pitadinhazinha, exibem intensificação progressiva em ambos os diminutivos. Para capturar essas propriedades morfossemânticas, o estudo propõe esquemas para a representação do duplo diminutivo, fundamentados na Morfologia Relacional (Jackendoff; Audring, 2020), permitindo uma descrição detalhada das propriedades semântico-pragmáticas emergentes dessas formações em seus contextos particulares de uso.