Representações e representatividade na cena contemporânea: notas sobre um atravessamento estético, político e social

Olhando para o recente movimento que tem lutado por representatividade nas artes cênicas nos últimos anos, esta dissertação objetiva realizar algumas reflexões acerca das implicações éticas, estéticas, políticas e sociais que atravessam a representação de grupos sociais minoritários na cena. Partind...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Conrado de Sousa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-19092023-140927
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-19092023-140927/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:black body
cena contemporânea
Cia. Marginal
contemporary theater
corpo negro
representação
representation
representativeness
representatividade
Descripción
Sumario:Olhando para o recente movimento que tem lutado por representatividade nas artes cênicas nos últimos anos, esta dissertação objetiva realizar algumas reflexões acerca das implicações éticas, estéticas, políticas e sociais que atravessam a representação de grupos sociais minoritários na cena. Partindo de uma investigação da questão da representatividade a partir da perspectiva da ausência, debruçaremo-nos, inicialmente, sobre críticas direcionadas ao espetáculo Entrevista com Stela do Patrocínio, por trazer uma atriz branca representando uma mulher negra. Resgatando tal acontecimento, refletiremos sobre alguns dos modos como o corpo negro se coloca e é percebido na sociedade brasileira atual e na produção cênica contemporânea. Após, considerando a representatividade a partir da perspectiva da presença, partiremos para uma análise do trabalho da Cia. Marginal, grupo fundado no ano de 2005 no Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro. Formada, em sua maioria, por jovens atores negros e moradores de favela, a companhia decide, no ano de 2019, investigar a imigração angolana dentro do território da favela e, para isso, convida seis artistas angolanos para integrar o processo de criação de seu mais recente trabalho: o espetáculo Hoje não saio daqui. Observando o modo como esses corpos negros, LGBTs, moradores de favela, imigrantes atuam na cena, discutiremos como a presença de corpos não hegemônicos pode se constituir como um vetor capaz de convocar e reorganizar tecidos dramáticos, performáticos, éticos, sociais e territoriais. Por fim, o estudo se encerra com proposições de enfrentamento para artistas que desejam atuar sob uma perspectiva representativa e emancipadora, bem como, traz uma reflexão teórica a respeito da maneira como o conceito de representatividade opera no campo das artes, combinando aspectos éticos, estéticos, legais e políticos.