Assincronia paciente-ventilador nas fases do sono durante a ventilação não invasiva em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica
A ventilação não invasiva (VNI) vem sendo progressivamente mais utilizada no tratamento da insuficiência respiratória crônica em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Apesar de estar associada a vários benefícios fisiológicos, seu uso pode ser comprometido por assincronia paciente...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Repositório: | Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufc.br:riufc/45387 |
| Acesso em linha: | http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/45387 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Ventilação não Invasiva Sono Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica |
| Resumo: | A ventilação não invasiva (VNI) vem sendo progressivamente mais utilizada no tratamento da insuficiência respiratória crônica em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Apesar de estar associada a vários benefícios fisiológicos, seu uso pode ser comprometido por assincronia paciente-ventilador, eventualmente comprometendo sua eficácia durante o uso noturno levando à fragmentação do sono. Os objetivos desse estudo foram avaliar a assincronia paciente-ventilador nas fases do sono durante o uso da VNI em pacientes com DPOC estável e sua relação com o índice de despertar e com o grau de fuga aérea. Métodos: Tratou-se de um estudo fisiológico, de natureza quantitativa e descritiva em humanos adultos. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório da Respiração (RespLab) da Universidade Federal do Ceará de outubro de 2017 a maio de 2019. Foram estudados pacientes com DPOC estável. Os pacientes realizaram avaliação clínica e funcional inicial. Em seguida, realizaram do exame de polissonografia (PSG) com uso da VNI em modo BiPAP, com os parâmetros ventilatórios ajustados individualmente para cada paciente. Utilizou-se o software Sleepware (Philips) para a análise simultânea do estagiamento do sono e das curvas de pressão, volume e fluxo x tempo. As assincronias paciente-ventilador foram avaliadas e medidas manualmente, ciclo a ciclo, através das análises das curvas de um intervalo de tempo de 20 minutos para cada fase do sono. Realizou-se o cálculo do índice de assincronia (IA) global durante o sono e nas suas diferentes fases, sendo este o desfecho primário do estudo e sua relação com o índice de despertar e o grau de fuga aérea durante a VNI. Resultados: Ao final 8 pacientes, mulheres, 69 (51-83) anos foram incluídas no estudo. O IA foi elevado (mediana 17%, 5,58 a 30,92%%) durante o sono. Observou-se correlação entre o IA e o índice de despertar (p=0,029, r=0,714)) assim como do IA por fase de sono x índice de despertar durante a fase de sono superficial, N1 (r= 0,880 p=0,004). Observou-se diferença estatística significante para o índice de assincronia do tipo esforço inefetivo (IEI) entre as fases do sono sendo maior na fase de sono REM (12,45% vs 2,04, 1,41, 3,19, nas fases N1, N2 e N3 (p = 0,024). Não foi observada correlação estatística significante entre o IA e o grau de fuga aérea. Conclusões: A assincronia paciente-ventilador na VNI em pacientes com DPOC estável foi frequente durante todas as fases do sono. Houve uma associação entre o índice de assincronia e o índice de despertar durante o sono. A assincronia do tipo esforço inefetivo teve maior prevalência em fase profunda do sono REM. O grau de fuga aérea não se relacionou de modo significativo ao IA. |
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