Fatores associados ao alto risco de abandono do tratamento da tuberculose em Porto Alegre : região sul do Brasil

O abandono do tratamento da tuberculose pulmonar (TB) permanece elevado no Brasil, apesar das várias estratégias nacionais atualmente em prática para melhorar a aderência. O objetivo deste estudo é investigar os fatores associados com o alto risco de não aderência ao tratamento da tuberculose em Por...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Samanta Madeira de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/179906
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/179906
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Tuberculose pulmonar
Pacientes desistentes do tratamento
Cooperação e adesão ao tratamento
Descripción
Sumario:O abandono do tratamento da tuberculose pulmonar (TB) permanece elevado no Brasil, apesar das várias estratégias nacionais atualmente em prática para melhorar a aderência. O objetivo deste estudo é investigar os fatores associados com o alto risco de não aderência ao tratamento da tuberculose em Porto Alegre, Brasil. Foram incluídos no estudo 478 pacientes adultos em tratamento para tuberculose pulmonar confirmada. Os casos foram definidos como os pacientes que interromperam o tratamento por mais de 30 dias consecutivos (n= 118) o os controles como todos os pacientes que completaram o tratamento, obtendo a cura (n= 360). Fatores associados com não aderência foram calculados com odds ratio (OR) não ajustado e ajustado. A taxa de abandono encontrada foi de 25,0%. Os fatores de não aderência após ajustada as variáveis foram: viver em uma área de baixa renda (OR=4,35), abuso de drogas (OR= 2,73), não aderência a tratamento prévio (OR= 2,1) e história de tabagismo (OR= 1,72). Idade, raça, sexo, nível educacional, infecção pelo HIV ou diabete não foram associados com alto risco de abandono na população estudada. Preditores de má aderência para tratamento de TB foram baixa renda, abuso de drogas, história de abandono em tratamento prévio de TB e tabagismo.