Eventos adversos associados à exsanguíneotransfusão na doença hemolítica perinatal: experiência de dez anos

Objetivo: Determinar a incidência dos eventos adversos atribuíveis à exsanguíneotransfusão ocorridos em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e sua associação com a gravidade clínica do paciente. Métodos: Foram incluídos no estudo todos os recém-nascidos internados com diagnóstico de doen...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Sá, Cynthia Amaral Moura, Santos, Maria Cristina P., Carvalho, Manoel de, Moreira, Maria Elisabeth Lopes
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/174
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/174
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Transfusão de Sangue
Recém-Nascido
Anemia Hemolítica
Assistência Perinatal
Isoimunização Rh
Descripción
Sumario:Objetivo: Determinar a incidência dos eventos adversos atribuíveis à exsanguíneotransfusão ocorridos em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e sua associação com a gravidade clínica do paciente. Métodos: Foram incluídos no estudo todos os recém-nascidos internados com diagnóstico de doença hemolítica perinatal por aloimunização Rh em uma unidade neonatal no período de dez anos. Os pacientes foram separados em dois grupos de acordo com o quadro clínico anterior à exsanguíneotransfusão e calculou-se o risco relativo para cada evento adverso entre os grupos. Resultados: 300 recém-nascidos foram internados com diagnóstico de anemia hemolítica por aloimunização Rh durante o período do estudo. Desses, 143 foram submetidos a 207 exsanguíneotransfusões, sendo que 93 (65 por cento) realizaram apenas um procedimento. A principal indicação da exsanguíneotransfusão foi a velocidade de hemólise (57 por cento). A incidência de eventos adversos foi 22,7 por cento e a mortalidade associada ao procedimento ocorreu em 0,7 por cento dos pacientes. Os eventos adversos, em sua maioria, foram assintomáticos e o mais comum foi a plaquetopenia. Os pacientes do Grupo 2, que apresentarem icterícia associada a outros agravos clínicos antes do procedimento, tiveram um risco 2,1 vezes maior de apresentar eventos adversos graves (RR: 2,1; IC 95 por cento: 1,3-3,4). Houve apenas um óbito relacionado ao procedimento no período. Conclusões: Apesar de a exsanguíneotransfusão ser um procedimento frequentemente utilizado em casos de hiperbilirrubinemia grave, é alta a incidência de eventos adversos a ela relacionada, principalmente se a condição clínica do paciente for instável antes do procedimento.