Produção de Quitosana a partir dos Caranguejos Dilocarcinus pagei Stimpson, 1861, Capturados no Município de Itacoatiara (AM)

Os exoesqueletos de crustáceos são uma das principais fontes de obtenção de quitina, um biopolímero precursor da quitosana. Este trabalho teve como principal objetivo a extração de quitina do resíduo dos caranguejos Dilocarcinus pagei coletados no município de Itacoatiara (AM) e posterior conversão...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Ribeiro, Ana Gracy Oliveira, http://lattes.cnpq.br/7687722239040368
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM
Idioma:português
OAI Identifier:oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/6237
Acesso em linha:http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6237
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Crustacea
Trichodactylidae
Biopolímero
Quitina
Grau de desacetilação
Caranguejo
Degree of deacetylation
CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Descrição
Resumo:Os exoesqueletos de crustáceos são uma das principais fontes de obtenção de quitina, um biopolímero precursor da quitosana. Este trabalho teve como principal objetivo a extração de quitina do resíduo dos caranguejos Dilocarcinus pagei coletados no município de Itacoatiara (AM) e posterior conversão em quitosana, além de analisar as propriedades físicas e químicas dos materiais obtidos. O tratamento de desmineralização foi realizado empregando soluções de HCl de diferentes concentrações e por diferentes períodos de tempo, no qual o tratamento utilizando a solução ácida de 0,50 mol L-1 e tempo de reação de 30 minutos exibiu maior perda de massa. A remoção do conteúdo orgânico ocorreu através do contato do remanescente desmineralizado com soluções de NaOH de 1,0 mol L-1 à 70 °C por diferentes períodos de tempo, onde foi observado maior perda de massa para o período de 24 horas. A obtenção da quitina ocorreu através da exposição do material desproteinizado com uma solução de NaClO 0,14 mol L-1 por um período de 8 horas. A partir da análise do rendimento final de cada etapa, encontrou-se que os resíduos do caranguejo amazônico são constituídos por 78,45 % de CaCO3 e 21,55 % de matéria orgânica. Da fração orgânica, 51,93 % (10,99 % da massa inicial dos resíduos) é constituída por proteínas e lipídeos, enquanto 48,07 % (10,56 % da massa inicial dos resíduos) é constituída por uma associação de quitina e pigmentos. Dessa associação, 23,95 % (2,53 % da massa inicial dos resíduos) é formada por pigmentos e 76,05 % (8,03 % da massa inicial dos resíduos) é formada por quitina. O conteúdo encontrado de quitina é similar ao encontrado na literatura para outras espécies de caranguejo. Através das técnicas de difração de raios X e análise termogravimétrica, constatou-se que a quitina obtida possui padrões de difração característicos da fase cristalográfica α-quitina e a quitosana obtida possui uma estrutura semicristalina. O perfil de decomposição térmica é característico de biopolímeros, com a existência de eventos não oxidativos e oxidativos de perda de massa. Constatou-se com auxílio da técnica de espectroscopia vibracional na região do infravermelho que o grau de desacetilação das quitosanas obtidas após processamento da quitina em solução 10,0 mol L-1 de NaOH a 105 ºC pelos tempos de 60, 90 e 120 minutos foi de 68,45 % a 81,92 %.