Impacto prognóstica do perfil de marcação imunofenotípica de pacientes com leucemia mieloide aguda, ao diagnóstico, tratados em uma unidade de assistência oncohematológica no Estado da Bahia
INTRODUÇÃO: A imunofenotipagem por citometria de fluxo desempenha um papel importante no diagnóstico, classificação e acompanhamento das Leucemias Mielóides Agudas (LMA). A sua utilização com finalidade prognóstica ainda é algo controverso, apesar de já ter sido identificado perfis imunofenotípicos...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:arca.fiocruz.br:icict/61781 |
| Acceso en línea: | https://arca.fiocruz.br/handle/icict/61781 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Leucemia mieloide aguda Fatores prognósticos Citometria de fluxo Imunofenotipagem Marcadores antigênicos Acute myeloid leukemia Prognostic factors Flow cytometry Leucemia Mieloide Aguda Prognóstico Citometria de Fluxo Antígenos de Diferenciação |
| Sumario: | INTRODUÇÃO: A imunofenotipagem por citometria de fluxo desempenha um papel importante no diagnóstico, classificação e acompanhamento das Leucemias Mielóides Agudas (LMA). A sua utilização com finalidade prognóstica ainda é algo controverso, apesar de já ter sido identificado perfis imunofenotípicos específicos associados a alterações citogenéticas e moleculares subjacentes. OBJETIVO: Este trabalho teve como objetivo principal avaliar a função prognóstica da citometria de fluxo, através da análise de associação das marcações imunofenotípicas com características clínico-demográficas; laboratoriais; taxas de resposta; sobrevida livre de doença e sobrevida global, de pacientes adultos com LMA. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente 102 casos de LMA diagnosticados, em um dos centros de referência para o tratamento das Leucemias Agudas, no Estado da Bahia, no período de 2015-2021. RESULTADO: Os pacientes submetidos a terapia quimioterápica intensiva, apresentaram taxas de resposta completa (70,6%) e taxa de sobrevida global (SG) em 5 anos (36,5%) semelhantes aos desfechos clínicos reportado na literatura. Foi observado uma frequência elevada de fenótipos aberrantes em torno de 71,6%. Dentre os antígenos anômalos expressos, o mais frequente foi o CD7 (52,6%), seguido pelo o CD19 (12,2%). Avaliando pacientes submetidos à quimioterapia intensiva, a expressão positiva do CD7 foi associada a uma probabilidade aumentada de recidiva e refratariedade, assim como redução significativa da sobrevida livre de doença. Por outro lado, a expressão positiva do MPO foi associada de forma significativa a uma maior taxa de resposta completa e maior sobrevida global A coexpressão dos marcadores CD34pos/CD7pos foi associada com refratariedade/recidiva, enquanto CD7pos/CD56pos foi associada com baixa taxa de resposta completa. Enquanto, a co-expressão positiva dos 4 marcadores pan-mieloides CD13/CD33/CD117/MPO foi associada a uma maior frequência de resposta completa. CONCLUSÕES: Este estudo confirma a associação de alguns importantes marcadores imunofenotípicos com a resposta terapêutica e desfecho de pacientes com LMA, indicando a relevância da utilização da imunofenotipagem na definição de prognóstico. Além disso, foi observado taxas de resposta e sobrevida consistentes com as já reportadas na literatura. Para confirmar alguns achados e avaliar as correlações entre alterações citogenéticas ou moleculares com perfis imunofenotípicos e sua associação prognóstica, será necessário avaliar um número maior de pacientes |
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