Aleitamento materno em mulheres com rastreamento positivo para maconha e/ou cocaína : estudo de coorte
Introdução: o uso de substâncias psicoativas tem aumentado no Brasil e no mundo, incluindo entre as gestantes e lactantes. Sabe-se que substâncias presentes na maconha (THC) e cocaína (COC) ultrapassam a barreira placentária e também são transferidas pelo leite materno. Com isso é importante o acomp...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2025 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/297909 |
| Online Access: | http://hdl.handle.net/10183/297909 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Enfermagem obstétrica Aleitamento materno Cannabis Cocaína Estudos de coortes Obstetric nursing Breast feeding Cocaine Cohort studies Enfermería obstétrica Lactancia materna Estudios de cohortes |
| Summary: | Introdução: o uso de substâncias psicoativas tem aumentado no Brasil e no mundo, incluindo entre as gestantes e lactantes. Sabe-se que substâncias presentes na maconha (THC) e cocaína (COC) ultrapassam a barreira placentária e também são transferidas pelo leite materno. Com isso é importante o acompanhamento dessas mulheres para saber como será o aleitamento, visto que o leite materno é o principal alimento para o recém-nascido (RN). Objetivo: analisar o tipo de aleitamento materno em mulheres com testagem positiva para maconha e/ou cocaína na internação, na alta hospitalar, no primeiro, quarto e sexto mês de vida do recém-nascido. Método: trata-se de estudo de coorte prospectivo não controlado, na Unidade de Centro Obstétrico e Unidade de Internação Obstétrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com mulheres que apresentaram teste rápido positivo para THC e/ou COC na admissão hospitalar. Foram incluídas puérperas que aceitaram participar da pesquisa e os RN que estiverem em alojamento conjunto (AC). Excluídos os RN com malformação congênita, que precisem ser internados na Neonatologia e puérperas com comorbidades que contraindicam o aleitamento materno. O cálculo amostral foi realizado no programa WinPEPI (Programs for Epidemiologists for Windows) versão 11.65 e foi de 105 binômios, quando acrescidos 20% para possíveis perdas. A coleta dos dados foi feita pela investigação em prontuário, entrevista durante a internação e com ligações telefônicas no primeiro, quarto e sexto mês de vida do lactente. A coleta de dados para recrutamento ocorreu de outubro de 2023 a dezembro de 2024 e cada participante seguiu o acompanhamento do follow-up por mais seis meses. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA com o CAAE nº 73116123.4.0000.5327 e o parecer nº 6.327.935. Também foi aplicado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: puérperas que iniciaram o consumo de maconha e/ou cocaína no último mês de gestação apresentaram uma duração inferior do aleitamento materno exclusivo (AME) em comparação àquelas com histórico de uso entre dois e cinco anos, sendo observada uma diferença estatisticamente significativa (p=0,037). No momento da alta hospitalar, 90,2% das participantes apresentavam probabilidade de estarem em AME. A presença de parceiro foi identificada como um fator protetor para a continuidade do AME, também com significância estatística (p=0,014). Conclusão: a presença de companheiro configura-se como um fator que favorece a manutenção do AME. Em contrapartida, a presença de dificuldades durante o processo de amamentação na internação hospitalar, bem como o início recente do uso de SPA, foram associados à menor duração do aleitamento materno exclusivo, sendo considerados fatores de risco. Implicações para a prática: A enfermagem deve oferecer suporte precoce, manejar dificuldades, incentivar a participação do parceiro e desempenhar um papel central na educação e na manutenção do aleitamento. |
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