Comparação entre as técnicas de RT-PCR e inoculação intracerebral em camundongos para detecção do vírus da raiva em amostras mantidas por longos períodos em diferentes estados de conservação

As análises antigênica e genética são ferramentas importantes para o estudo da epidemiologia da raiva em uma região. A recuperação e reisolamento viral a partir de amostras conservadas por longos períodos em temperatura de congelamento é essencial para estudos retrospectivos. Porém, o tempo de conse...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lopes, Marissol Cardoso [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/94733
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/94733
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Epidemiologia
Hidrofobia
Reação em cadeia de polimerase
Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa
Viabilidade microbiana
Epidemiology
Rabies
Polymerase chain reaction
Reverse transcriptase polymerase chain reaction
Microbial viability
Descripción
Sumario:As análises antigênica e genética são ferramentas importantes para o estudo da epidemiologia da raiva em uma região. A recuperação e reisolamento viral a partir de amostras conservadas por longos períodos em temperatura de congelamento é essencial para estudos retrospectivos. Porém, o tempo de conservação, associado a repetidos ciclos de congelamento e descongelamento, promove uma perda significativa na viabilidade do vírus, condição esta que pode ser contornada com a utilização de técnicas de biologia molecular, como a RT-PCR. Com o objetivo de verificar a viabilidade e detectar o RNA do vírus rábico, 95 amostras com diagnóstico positivo e armazenadas por 4 a 13 anos a –20 e –80ºC foram avaliadas por inoculação intracerebral em camundongos e RT-PCR. Apenas 33,6% (32/95) das amostras inoculadas em camundongos foram positivas, enquanto que a RTPCR detectou o genoma viral em 65,3% (62/95). Houve diferença estatisticamente significativa (p<0,0001) na viabilidade das amostras e na detecção do genoma viral na amostras armazenadas por mais de 10 anos, sendo a porcentagem de positividade de 22,1% e 59,7%, respectivamente. O presente estudo confirma a importância da RT-PCR na detecção do genoma viral em amostras conservadas por longo período de tempo, incluindo aquelas em estado visível de decomposição.