Geopolítica neoliberal da natureza: análise contextual do Tratado de Quioto e sua influência nos reordenamentos territoriais da periferia

O debate sobre a preservação ambiental vem ganhando corpo nos últimos anos, o que o colocou como assunto chave em diversos meios, como na academia, na política, na economia e nas discussões que envolvem a sociedade civil. Sua importância é tamanha que passou a ser a estrutura que molda articulações...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Souza Júnior, Everton Luís de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Repositorio:Repositório Institucional da UFGD
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/788
Acceso en línea:http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/788
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA::GEOGRAFIA REGIONAL
Geopolítica
Neoliberalismo
Desenvolvimento sustentável
Protocolo de Quioto
Geopolitics
Neoliberalism
Sustainable development
Kyoto Protocol
Descripción
Sumario:O debate sobre a preservação ambiental vem ganhando corpo nos últimos anos, o que o colocou como assunto chave em diversos meios, como na academia, na política, na economia e nas discussões que envolvem a sociedade civil. Sua importância é tamanha que passou a ser a estrutura que molda articulações em nível internacional. Por meio do poder supranacional, aqui personificado nas Nações Unidas, temos a criação do Tratado de Quioto, que gerou grandes discussões e aplicou métodos mercantis para a preservação da natureza, ensejando mudanças no território da periferia do sistema. Por meio da análise dessa política, contextualizadas com replanejamentos territoriais e seus principais instrumentos, os zoneamentos ecológico-econômicos, aplicados no Brasil, em especial os dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podemos identificar como o mercado subverteu a discussão ambiental em seu favor – por meio do conceito de desenvolvimento sustentável – e passou a ser o responsável por ações ambientais e fazendo, inclusive, que uma lei de cunho ambiental na verdade seja em seu bojo, uma lei econômica neoliberal, o que conforma um novo paradigma ambiental: a neoliberalização da natureza.