Gêneros do discurso e parâmetros de avaliação de proficiência em português como língua estrangeira no Exame Celpe-Bras
Para que um exame de proficiência em língua estrangeira possa ser considerado válido para determinados usos, é necessário que a visão de proficiência subjacente ao instrumento de avaliação e ao processo de correção seja coerente com o construto teórico explicitado pelo exame. O objetivo deste trabal...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/16900 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/16900 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Língua portuguesa Exame de proficiência Exame Celpe-Bras Língua estrangeira Aquisição da linguagem Linguagem e línguas Linguística aplicada |
| Sumario: | Para que um exame de proficiência em língua estrangeira possa ser considerado válido para determinados usos, é necessário que a visão de proficiência subjacente ao instrumento de avaliação e ao processo de correção seja coerente com o construto teórico explicitado pelo exame. O objetivo deste trabalho é analisar a validade de construto da avaliação de compreensão oral, leitura e produção escrita do exame Celpe-Bras, verificando a noção de proficiência operacionalizada na Parte Coletiva do exame, e apontar caminhos para o aumento dessa validade. Analisamos, para tanto, as tarefas e as grades de avaliação da prova aplicada no primeiro semestre de 2006, e também 181 textos produzidos pelos candidatos em resposta a essas tarefas. A análise mostrou que os critérios norteadores da definição dos pontos de corte para os níveis de proficiência avaliados foram a recuperação de informações do textobase e a adequação lexical e gramatical, muitas vezes desvinculadas dos demais aspectos avaliados. A avaliação da compreensão deu-se de forma relativamente autônoma em relação à avaliação da produção, e os recursos lingüísticos foram muitas vezes avaliados dissociados da sua contribuição para o cumprimento do propósito comunicativo, revelando limitações na operacionalização do conceito de uso da linguagem por não conseguir relacionar todos os componentes do contexto de recepção e de produção sugeridos pela tarefa na grade de avaliação e no processo de correção. A partir da perspectiva bakhtiniana de linguagem - segundo a qual a comunicação é organizada através de gêneros do discurso, com base nas relações axiológicas estabelecidas entre os interlocutores em determinado contexto de produção -, propomos novos parâmetros de avaliação para a Parte Coletiva do exame Celpe- Bras, os quais buscam uma avaliação holística e integrada das práticas de compreensão e produção (conforme defendido pelo exame) a partir da configuração da interlocução no texto. A testagem desses novos parâmetros revelou uma tendência de aumento no número de textos considerados proficientes em relação à avaliação feita com base na grade de avaliação do exame Celpe-Bras, por aceitar uma variedade maior de leituras dos contextos de recepção e de produção dos textos propostos pelas tarefas. Esse resultado é conseqüência de uma avaliação que busca compreender o texto em sua singularidade a partir da interlocução nele configurada, para então avaliar, a partir dessa interlocução, quais e quantas informações e recursos lingüísticos seriam necessários para cumprir o propósito do texto dentro do contexto de produção solicitado. Nesse sentido, a proficiência é compreendida como capacidade de produzir enunciados adequados dentro de determinados gêneros do discurso, configurando a interlocução de maneira adequada ao contexto de produção e ao propósito comunicativo, e sua avaliação somente será válida se levar em conta a relação entre todos os aspectos que vão determinar a atualização do propósito de comunicação e da relação entre os participantes em diferentes contextos de comunicação. |
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