Mudança estrutural e dualismo no Brasil: uma análise insumo- produto para os anos 2000 e 2007

A reestruturação produtiva da economia brasileira, ocorrida a partir dos anos 1990, em conjunto com a desconcentração industrial e a maior inserção do Brasil no comércio internacional fez nascer uma controvérsia enfrentada pela economia nacional sobre estar ou não havendo uma desindustrialização no...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Rodrigues, Rossana Lott, Brene, Paulo Rogério Alves, Sesso Filho, Umberto Antonio, Moretto, Antonio Carlos
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2014
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repository:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/22582
Online Access:http://dx.doi.org/10.5935/2177-4153.20140029
http://www.locus.ufv.br/handle/123456789/22582
Access Level:Open access
Keyword:Insumo-produto
Desindustrialização
Mudança estrutural
Dualismo
Desenvolvimento econômico
Input-output
De-industrialization
Structural change
Dualism
Economic development
Description
Summary:A reestruturação produtiva da economia brasileira, ocorrida a partir dos anos 1990, em conjunto com a desconcentração industrial e a maior inserção do Brasil no comércio internacional fez nascer uma controvérsia enfrentada pela economia nacional sobre estar ou não havendo uma desindustrialização no país pós 1990. A fim de contribuir com este debate o presente artigo tem por objetivo analisar o tema por uma perspectiva diferente, qual seja a de observar a importância dos setores pela ótica dos indicadores econômicos calculados a partir das matrizes insumo-produto nacionais estimadas para os anos de 2000 e 2007. Assim, foram estimados os multiplicadores de produção, emprego, valor adicionado e importação e os índices de ligação intersetoriais de Rasmussen-Hirschman. Como principal resultado tem-se que a discussão da desindustrialização e da doença holandesa pode ser superada por um debate ainda mais preocupante, a saber, a necessidade de retomada do planejamento estratégico da estrutura produtiva da economia brasileira.