Violência Obstétrica: perspectiva de médicos professores de Obstetrícia

Objetivo: analisar a percepção de médicos professores de obstetrícia sobre violência obstétrica. Método: trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada em entrevistas semiestruturadas, com dez obstetras que atuam como docentes de uma faculdade de Medicina na cidade do Rio de Janeiro. O projeto foi ap...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Teixeira, Luiz Antonio da Silva, Rodrigues, Andreza Pereira, Lima, Thais Carneiro Leão, Pontes, Diogo Eiras, Nicida, Lucia Regina de Azevedo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/62082
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/62082
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Parto
Violência Obstétrica
Obstetrícia
Educação Superior
Educação profissional
Violência contra a Mulher
Docentes
04 Educação de qualidade
16 Paz, Justiça e Instituições Eficazes
Descripción
Sumario:Objetivo: analisar a percepção de médicos professores de obstetrícia sobre violência obstétrica. Método: trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada em entrevistas semiestruturadas, com dez obstetras que atuam como docentes de uma faculdade de Medicina na cidade do Rio de Janeiro. O projeto foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: a discussão captou diferentes nuances do tema proposto, tais como os múltiplos sentidos do termo violência obstétrica; os diferentes pontos de vista sobre a autonomia das mulheres; sobre o papel das políticas públicas em questão ao problema e as críticas ao que os médicos entendem como violência reversa. Observa-se que grande parte dos médicos professores desconhece a acepção específica do termo e o considera inadequado e ofensivo à categoria médica; resumem a violência obstétrica a agressões físicas e pensam a autonomia das mulheres como uma instância que deve ser limitada pela autoridade médica. Embora conscientes do problema, apresentam uma postura defensiva frente à questão, vendo-a como uma forma de diferentes grupos se voltarem contra sua corporação. Conclusão: tendo em vista a importância da atuação do professor na formação dos médicos e o fato de que, para além da formação técnica, o contato com os professores formata comportamentos, reflexões, práticas e até mesmo valores dos acadêmicos, conclui-se que é necessário um maior conhecimento docente sobre os aspectos mais controversos da humanização do parto e maior reconhecimento do das questões de poder e autonomia que subjazem a relação dos médicos com as parturientes.