Aplicação do protocolo FARC de tratamento de DTM com placa oclusal e controle eletromiográfico

A eletromiografia de superfície (EMG) pode ser considerada atualmente um instrumento muito útil, que permite a avaliação quantitativa da musculatura de pacientes com desordem temporomandibular (DTM). O propósito do presente estudo foi aplicar e analisar os efeitos do protocolo FARC de tratamento de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Carolina Amorim Vieira e
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-27032008-170926
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58133/tde-27032008-170926/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Electromyography
Eletromiografia
Masseter muscle
Masticatory muscles
Músculo masseter
Músculo temporal
Músculos mastigatórios
Occlusal splints
Placas Oclusais
Síndrome da Disfunção da Articulação Temporomandibular
Temporomandibular Joint Dysfunction Syndrome
Temporomandibular muscle
Terapia
Therapy
Descripción
Sumario:A eletromiografia de superfície (EMG) pode ser considerada atualmente um instrumento muito útil, que permite a avaliação quantitativa da musculatura de pacientes com desordem temporomandibular (DTM). O propósito do presente estudo foi aplicar e analisar os efeitos do protocolo FARC de tratamento de DTM com placa oclusal e controle eletromiográfico, comparando os dados da avaliação, de 15 pacientes com DTM, classificados segundo o RDC / TMD, antes e após o tratamento; os resultados da EMG obtidos antes, durante e após o uso da placa por 45 dias, pelo grupo com DTM; e comparando os resultados da EMG de uma população com DTM antes e após o tratamento com placa, com um grupo controle. O exame eletromiográfico dos músculos masseter e temporal anterior foi realizado na primeira sessão de avaliação (Etapa 1), após 1 semana (Etapa 2) e após 5 semanas (Etapa 3) de tratamento, servindo para verificar a estabilidade da placa e a evolução da atividade muscular. As ondas da EMG foram analisadas, por meio do software, e os seguintes índices de EMG foram computados: coeficiente de porcentagem de sobreposição (POC) dos músculos masseter e temporal; coeficiente de torque (TORS); índice de assimetria (ASIM), índice de atividade (ATTIV) e o total da atividade elétrica (IMP). Para os dados expressos em nível intervalar de mensuração, foi empregada estatística não-paramétrica, sendo empregado o teste de Wilcoxon para dados pareados nas análises intra-grupo (entre as etapas). Os dados em nível de razão, foram analisados por meio de estatística paramétrica, sendo empregados para as análises intra-grupo o teste t para dados pareados, para as análises entre grupos o teste t para amostras independentes. O nível de significância estabelecido foi de 5%. Após o tratamento, foi encontrada diferença estatística na capacidade de abertura da boca, assim como na remissão da dor a palpação de grande parte da musculatura avaliada e na ATM. Foi obtida diferença significante no valor de POC do masseter e de IMP, imediatamente após o primeiro ajuste da placa. Quando comparada a etapa 1, sem a placa, com a etapa 2, com a placa ajustada, foi obtida diferença significante nos valores de POC do masseter, de ASIM e de IMP. Houve diferença significante entre as etapas 1, sem placa, e a etapa 3, com placa, nos valores de POC dos músculos masseter e temporal, de ASIM, ATTIV e IMP. Durante todo o tratamento não houve diferença significativa nos índices de EMG dos exames realizados sem a placa. Houve diferença estatística entre os grupos DTM e controle no início e ao final do tratamento, sendo observada diferença significante nos valores de EMG para POC de ambos os músculos e ATTIV. A placa oclusal, embora não tenha mostrado mudanças permanentes, mostrou ser efetiva para promover equilíbrio das atividades da EMG durante seu uso, e eficiente no alívio dos sintomas. Os parâmetros de pesquisa com EMG permitiram seu uso no âmbito cientifico na identificação do desequilíbrio neuromuscular, desta forma este instrumento de avaliação permitiu analisar e avaliar de forma objetiva as diferentes etapas de um tratamento tradicional para DTM na prática odontológica e diferenciar pacientes com DTM de indivíduos assintomáticos.