‘There’s a liar here!’: eristic configurations of the televised debate between candidates for Brazil’s 2022 presidential election

A corrida presidencial de 2022 no Brasil foi marcada por uma forte polarização. Partindo disso, o presente artigo busca identificar e descrever as estratégias erísticas mobilizadas nas interações do debate televisionado da Band no segundo turno das eleições de 2022, mais especificamente a utilização...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Bezerra, Isabelle Fonseca, Mazzola, Renan
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Linha D'Água (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/220155
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/linhadagua/article/view/220155
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Retórica
Argumentação
Lula
Bolsonaro
Eleições
Rhetoric
Argumentation
Elections
Descripción
Sumario:A corrida presidencial de 2022 no Brasil foi marcada por uma forte polarização. Partindo disso, o presente artigo busca identificar e descrever as estratégias erísticas mobilizadas nas interações do debate televisionado da Band no segundo turno das eleições de 2022, mais especificamente a utilização dos argumentos do tipo ad hominem e ad personam. Esta pesquisa insere-se nos campos de retórica e argumentação, com enfoque nos autores Aristóteles (2005), Schopenhauer (2009), Mateus (2018) e Amossy (2020). Como metodologia, o artigo possui caráter bibliográfico-documental, de natureza descritiva e explicativa. Por fim, os resultados das análises apontam para o emprego frequente, nesse debate, dos ataques ad hominem e ad personam, com o objetivo de descredibilizar o adversário por meio de estratégias diversas, como o recurso aos dados, a aproximação a atos condenáveis, o manejo estratégico do discurso relatado, entre outros procedimentos, revelando uma variedade de diferentes maneiras de realizar o ataque pessoal para além do que foi postulado por Schopenhauer em seu Tratado sobre a Erística (2009). Dessa forma, foi exposta uma interação fortemente adversarial e polarizada em torno de convicções pré-estabelecidas, sendo esses os elementos erísticos que configuraram, de um modo geral, os debates de 2022.