A nova reforma da administração do poder local português ou a arte diabólica neoliberal de governar o espaço-capital

Neste artigo procuraremos demonstrar como a visão ascendente do bottom-up proposta pela suposta “descentralização” levada a cabo na reforma da administração do poder local português dos últimos anos, na verdade se afigura como uma estratégia de governamentalidade e de governança ao serviço de uma mi...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Mendes, Luís
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Revista Movimentos Sociais e Dinâmicas Espaciais
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:oai.periodicos.ufpe.br:article/229897
Acceso en línea:https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/revistamseu/article/view/229897
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:reforma administrativa  poder local  neoliberalismo  descentralização  Portugal
Descripción
Sumario:Neste artigo procuraremos demonstrar como a visão ascendente do bottom-up proposta pela suposta “descentralização” levada a cabo na reforma da administração do poder local português dos últimos anos, na verdade se afigura como uma estratégia de governamentalidade e de governança ao serviço de uma microgeografia do poder neoliberal. Entranhado na sociedade civil, o neoliberalismo contamina o tecido socioeconómico do espaço regional através dos chamados poderes difusos, a favor de novas técnicas de governamentalidade, de que os orçamentos participativos, a cidadania participativa e as metodologias de planeamento bottom-up são o melhor protótipo, enquanto dispositivos e práticas de uma pretensa descentralização. Todas estas estratégias são subvertidas pelos poderes neoliberais de forma a produzirem um consenso social conducente a um pensamento único hegemónico, ele próprio tributário da emergência de uma sociabilidade neoliberal cada vez mais individualista, mascarada de ação cívica, empreendorismo e empoderamento.