Evolução da variação intraespecífica em cantos de anúncio de Allobates sp.
Os sinais acústicos são essenciais para a comunicação em muitos grupos animais e carregam informações sobre identidade, tamanho, localização e status sexual do emissor mesmo a distâncias relativamente longas. Se algumas propriedades do sinal acústico são degradadas durante o caminho de propagação, o...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional do INPA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio:1/11843 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/11843 http://lattes.cnpq.br/7288387524828361 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Bioacústica de anuros Anura Rã-de-folhiço |
| Sumario: | Os sinais acústicos são essenciais para a comunicação em muitos grupos animais e carregam informações sobre identidade, tamanho, localização e status sexual do emissor mesmo a distâncias relativamente longas. Se algumas propriedades do sinal acústico são degradadas durante o caminho de propagação, os sinais perdem a eficiência e podem não cumprir sua função. As características do sinal acústico podem ser modificadas devido efeitos ambientais variados, relacionados principalmente a variações na estrutura do habitat circundante e ao ruído ambiental constituído por sinais acústicos emitidos por organismos simpátricos co- ou heteroespecíficos. A hipótese de adaptação acústica (HAA) sugere que a comunicação acústica é adaptada a cada tipo de habitat, de forma a maximizar a distância de transmissão do sinal, minimizando sua atenuação e a degradação causada por reverberações. Neste trabalho avaliou-se as existência de relações entre a diferenciação em sinais acústicos de uma espécie de anuro amazônico (Allobates sp.) e variações clinais na estrutura da vegetação florestal ao longo de aproximadamente 600 km, no interflúvio entre dois grandes afluentes do Rio Amazonas. Adicionalmente, testamos se a presença de espécies sintópicas cujos cantos se sobrepõem espectralmente aos da espécie-alvo, associa-se a padrões de divergência nos limites e amplitude espectrais de seus sinais. Foi observado que os sinais acústicos de Allobates sp. são mais curtos e emitidos em freqüências mais baixas em áreas de florestas com maior densidade árvores e com maiores valores de área basal, como previsto pela HAA. No entanto, a modulação do sinal não foi afetada pelos parâmetros ambientais. A presença de espécies sintópicas emitindo sinais com frequencia coincidente a da espécie alvo também não foi associada com a variação de qualquer característica acústica de Allobates sp. Além disso, nosso trabalho destaca a importância de representar a estrutura da vegetação sobre vários parâmetros para relacionar à padrões sutis de variações dos sinais acústicos. |
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