ASPECTOS DO DUPLO NOS CONTOS “O EX-MÁGICO DA TABERNA MINHOTA”, DE MURILO RUBIÃO, E “CARTA A UMA SENHORITA EM PARIS”, DE JULIO CORTÁZAR

As manifestações do duplo na literatura, ao mesmo tempo em que dificultam oentendimento unívoco do tema, trazem uma riqueza de leituras bem-vindas aomeio literário. Procuramos, neste trabalho, cotejar dois contos que apresentamo duplo de modo distinto. Na narrativa de Murilo Rubião, o Outro aparece...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: ANTONIO, Luciano
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Caderno Seminal Digital
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/11002
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/cadernoseminal/article/view/11002
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Rubião
Cortázar
duplo
fantástico
Descripción
Sumario:As manifestações do duplo na literatura, ao mesmo tempo em que dificultam oentendimento unívoco do tema, trazem uma riqueza de leituras bem-vindas aomeio literário. Procuramos, neste trabalho, cotejar dois contos que apresentamo duplo de modo distinto. Na narrativa de Murilo Rubião, o Outro aparece nodesdobramento da figura do mágico insatisfeito com seus poderes extraordináriosque se converte em funcionário público para se livrar de tal “problema”e, assim, ao anular suas magias, mergulha na angústia de uma fastidiosaexistência burocrática. A busca da identidade passa pela atitude de escaparda consciência de si através do mergulho em um “novo” estar no mundo. Deoutro modo, temos no texto de Cortázar um homem que, ao também tentarrefúgio dos seus conflitos particulares, muda-se para o apartamento de umaamiga e se vê invadido por seu duplo manifestado no insólito ato de vomitarcoelhinhos. Estes pequenos seres alternam sua rotina e tornam-se um grandeobstáculo, tendo o personagem que recorrer ao suicídio para se ver “livre”deles. Assim, o duplo nesse conto de Cortázar pode ser lido pela perspectivade Jaime Alazraki, via estudos da psicanálise freudiana, como sendo umaespécie de metáfora do inconsciente.