Glicogênio sintase quinase3B e proteína precursora do amilóide em plaquetas de indivíduos com comprometimento cognitivo leve e doença de Alzheimer
A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa caracterizada pelo declínio progressivo da memória e de outras funções cognitivas, acometendo, sobretudo, indivíduos idosos. A anormalidade do metabolismo da proteína precursora do amilóide (APP) e a hiperfosforilação da proteína TAU são proc...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-12032010-143731 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-12032010-143731/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Alzheimer disease Amyloid precursor protein Biological markers Biomarcadores Biomarkers Doença de Alzheimer Glicogênio sintase Glycogen synthase Marcadores biológicos Plaquetas Platelets Proteína precursora do amilóide |
| Sumario: | A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa caracterizada pelo declínio progressivo da memória e de outras funções cognitivas, acometendo, sobretudo, indivíduos idosos. A anormalidade do metabolismo da proteína precursora do amilóide (APP) e a hiperfosforilação da proteína TAU são processos celulares característicos desta doença. A enzima glicogênio sintase quinase 3B (GSK3B) é altamente expressa no sistema nervoso central e apresenta grande importância na regulação da plasticidade neuronal e também nos mecanismos de sobrevivência celular. Estudos têm associado a GSK3B aos mecanismos que levam à formação das placas senis e dos emaranhados neurofibrilares na DA. Diante da dificuldade para se estabelecer com precisão o diagnóstico clínico da DA, sobretudo nas fases iniciais da doença, a identificação de biomarcadores se torna particularmente importante, principalmente em tecidos periféricos. Este trabalho avaliou, por meio de dois preparos distintos, dois possíveis candidatos a marcadores bioquímicos para a DA. Em plaquetas de pacientes com DA, comprometimento cognitivo leve (CCL) e idosos saudáveis, determinamos: (1) a razão de APP (APPr), que consiste na proporção entre fragmentos de 130kDa e 110kDa da APP; e (2) a expressão das formas fosforilada (fosfo-GSK3B) e total (total-GSK3B) da enzima GSK3B, possibilitando o cálculo da razão de GSK3B (fosfo-GSK3B/total-GSK3B). Ambas as razões foram avaliadas por Western Blot utilizando anticorpos específicos. Não observamos diferença estatisticamente significante nos valores de APPr entre os três grupos estudados (p=0,847). Para o cálculo da razão de GSK3B, foram necessárias adaptações do protocolo de preparo e análise de plaquetas, prevenindo a ativação plaquetária durante o procedimento, bem como a degradação do substrato pela ação de proteases e fosfatases presentes nesta matriz biológica; deste modo foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos nas médias de GSK3B total e da razão de GSK3B (p=0,05 e p=0,06 respectivamente). Não foi encontrada correlação entre a razão de APP e a razão de GSK3B. Contudo, a razão de GSK3B mostrou correlação com o desempenho em testes de memória, segundo o escore na bateria cognitiva CAMCOG. Estes resultados sugerem que a razão de GSK3B em plaquetas sinaliza algumas alterações biológicas que ocorrem na progressão do CCL para a demência na DA |
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