O "Mos Maiorum" na obra "Histórias" de Políbio: a construção da imagem de um general romano (século II a.C.)

O presente trabalho tem como intuito observar a construção do conceito de "Mos Maiorum", um conjunto de virtudes pertencentes à moral ancestral romana que deveria ser seguido por aqueles que quisessem ser virtuosos, obter glória e ser dignos de permanecer na memória coletiva romana. Trabal...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Cerri, Monique
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/197831
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/197831
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Guerras púnicas
Histórias
Mos Maiorum
Políbio
República romana
Punic War
Histories
Polybius
Republic Rome
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem como intuito observar a construção do conceito de "Mos Maiorum", um conjunto de virtudes pertencentes à moral ancestral romana que deveria ser seguido por aqueles que quisessem ser virtuosos, obter glória e ser dignos de permanecer na memória coletiva romana. Trabalharemos com a hipótese de que tal conceito foi aprimorado na obra "Histórias", do autor grego Políbio de Megalópolis (200 a.C.-118 a.C.) para a descrição da imagem do general romano Cipião Emiliano (185 a.C.-129 a.C.), a fim de que este servisse como modelo de líder para o exército romano e para as futuras gerações, em detrimento de Aníbal Barca, general cartaginês que, apesar de ser exímio estrategista, não deveria ser utilizado como exemplo por não se adequar ao "Mos Maiorum". A obra "Histórias" de Políbio também se faz fundamental para compreender as Guerras Púnicas (264 a.C.-146 a.C.), inseridas no contexto da República Romana (509 a.C.-31 a.C.), pois sua escrita foi realizada durante o conflito e tinha como um dos seus objetivos registrá-lo. Coadunamos à nossa hipótese também a ideia de que, ao redigir sua obra, Políbio buscava sua afirmação dentro da sociedade romana, já que estava na condição de prisioneiro de guerra (167 a.C.-150 a.C.), ainda que sob a proteção da família Emílio-Cipião.