APRENDERES E FAZERES NÔMADES DA INFÂNCIA NA PRÉESCOLA OBRIGATÓRIA

O presente texto apresenta um recorte de uma pesquisa desenvolvida no mestrado cujo objetivo consistiu em compreender como crianças experienciam suas infâncias nos espaços/tempos da préescola diante da obrigatoriedade da Educação Infantil a partir dos quatro anos de idade. A referida pesquisa delimi...

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Detalles Bibliográficos
Autores: DO NASCIMENTO, JOANE SANTOS, LIMA DE SALLES, CONCEIÇÃO GISLÂNE NÓBREGA
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Repositorio:Linguagens, Educação e Sociedade (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufpi.br:article/1097
Acceso en línea:https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/1097
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Infância
Aprenderes e fazeres
Nômade
Descripción
Sumario:O presente texto apresenta um recorte de uma pesquisa desenvolvida no mestrado cujo objetivo consistiu em compreender como crianças experienciam suas infâncias nos espaços/tempos da préescola diante da obrigatoriedade da Educação Infantil a partir dos quatro anos de idade. A referida pesquisa delimitou como campo empírico uma instituição de atendimento pré-escolar localizada em um município da região da mata sul de Pernambuco, abarcando crianças do Pré I e II. Para operacionalização da mesma tomou-se como referência a infância do pensamento, o caminho das perguntas, acionando como procedimentos metodológicos: observações, registros escritos, fotográficos, áudios e filmagens de situações do cotidiano e rodas de conversações com as crianças. Como abordagem a pesquisa aderiu a uma perspectiva qualitativa e enfoque etnográfico e para fundamentar os movimentos teóricos defendidos sobre a infância, parte-se das contribuições e de encontros com Walter Omar Kohan (2004, 2007, 2011), Carlos Skliar (2003, 2012, 2014), Jorge Larrosa (2002), Gilles Deleuze (1988), Deleuze e Guattari (1997), Jacques Derrida (2000, 2003, 2005), teóricos que apresentam uma perspectiva que aposta na infância do devir, que produz para além do instituído e que provoca o pensamento. Pois, a partir da imersão e do olhar etnográfico que envolveu esta pesquisa, foi possível vislumbrar a existência de movimentos de vida, de outros possíveis no interior da pré-escola, movimentos na perspectiva do nomadismo (ótica Deleuziana) que iam além das leis e dos contratos estabelecido, movimentos pulsantes afirmados pelas invenções das crianças e da infância.