Avaliação do desempenho de diferentes sítios de culturas de vigilância para Staphylococcus aureus em gestantes e recém-nascidos
Introdução: a coleta de culturas de vigilância é uma das estratégias utilizadas no controle de infecções causadas por Staphylococcus aureus, especialmente S. aureus resistente a meticilina (MRSA). Estas culturas são utilizadas para determinar portadores assintomáticos e prevenir a disseminação do pa...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-27022013-141218 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-27022013-141218/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Controle de infecções Cross infection Epidemiological surveillance Gestantes Infecção hospitalar Infection control Methicillin-resistant Staphylococcus aureus Newborn Pregnant women Recém-nascido Staphylococcus aureus Staphylococcus aureus resistente à meticilina Vigilância epidemiológica |
| Sumario: | Introdução: a coleta de culturas de vigilância é uma das estratégias utilizadas no controle de infecções causadas por Staphylococcus aureus, especialmente S. aureus resistente a meticilina (MRSA). Estas culturas são utilizadas para determinar portadores assintomáticos e prevenir a disseminação do patógeno para outros pacientes através da tomada de medidas de isolamento do portador. Neste contexto, tem-se demonstrado que a descolonização de portadores pode reduzir o risco de infecções estafilocócicas em certas ocasiões. O sítio anatômico mais comumente analisado são as narinas anteriores, mas continuamos a nos questionar se seria necessária a cultura de outros sítios anatômicos para este fim. Objetivos: este estudo objetivou avaliar o desempenho de diferentes sítios de cultura de vigilância em determinar a colonização de gestantes e recém-nascidos (RN) e determinar os fatores associados a colonização nasal por S. aureus. Metodologia: este é um estudo descritivo, desenvolvido no Hospital das Clínicas de São Paulo, Brasil, um hospital terciário universitário. Os pacientes envolvidos no estudo são gestantes durante trabalho de parto e seus recém-nascidos. A coleta de material de seu em quatro sítios anatômicos para os recém-nascidos: narinas anteriores, orofaringe, períneo e umbigo, no momento do parto, no terceiro dia e semanalmente. Para as gestantes, foram coletados quatro sítios anatômicos: narinas anteriores, anus, períneo e orofaringe. Apenas a primeira cultura positiva foi considerada, os pacientes colonizados nas narinas foram comparados àqueles colonizados apenas em sítios extranasais e os fatores de risco para colonização por S. aureus foram determinados. Resultados: foram incluídas 392 gestantes e 382 recém-nascidos. A colonização materna por S. aureus foi 53% (MSSA 49% e MRSA 9%). A colonização de RN foi 47% (MSSA 39% e MRSA 9%). Entre os RN, o melhor sítio de coleta foi o umbigo (64% para MSSA e 68% para MRSA) e a melhor associação foi narinas anteriores mais umbigo (86% para MSSA e 91% para MRSA). Entre as gestantes o melhor sítio foi narinas anteriores (MSSA 59% e MRSA 67%) e a melhor associação de sítios foi narinas anteriores mais orofaringe (83% para MSSA e 80% para MRSA). Dentre os fatores de risco, apenas o número de moradores na mesma residência foi associado à colonização materna por S. aureus (2,0+0,6 vs 3,6+1,8; p: 0,04). Conclusão: nosso estudo confirma a necessidade da coleta de vários sítios para assegurar a sensibilidade das culturas de vigilância. Não há fatores associados a colonização nasal que distinguem portadores nasais dos colonizados em sítios extranasais. Os programas de controle de infecção baseados em culturas de vigilância nasal podem ser comprometidos |
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