CATIÇO: a construção do corpo negro na encruzilhada

Esta pesquisa, que tem como tema “Catiço: a construção do corpo negro na encruzilhada”, é fruto da relação intíma do pesquisador com o acervo sociocultural e filosófico que constitui as dimesões performáticas sobre Exu em suas condições e traduções possíveis pela diáspora transatlântica: África x Br...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Petronílio, João Paulo
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/36302
Acesso em linha:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/36302
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Dança
Performance (Arte)
Exu
Pombagira
Umbanda
Corpo na arte
dance
performance
umbanda
Descrição
Resumo:Esta pesquisa, que tem como tema “Catiço: a construção do corpo negro na encruzilhada”, é fruto da relação intíma do pesquisador com o acervo sociocultural e filosófico que constitui as dimesões performáticas sobre Exu em suas condições e traduções possíveis pela diáspora transatlântica: África x Brasil, tendo como recorte as recriações do mesmo signo cultural/divindade em territórios brasileiros, os Exus e as Pombagiras — nomeados também de forma popular como Catiços, Castiços, escravos, encatados e outros. Desse modo, este estudo propõe uma reflexão crítica dos caminhos cruzos em que a simbologia de Exu, em suas diversas traduções, se estabeleceu como um signo central do acontecimento da cultura africana no Brasil. A partir de um processo metodológico que vê no corpo o lugar primeiro da experiência exuzíaca, o trabalho se desenvolveu a partir das memórias que constituem o próprio-corpo/ser do pesquisador, bem como da relação intíma de troca e escuta com outros sujeitos-corpos, nomeados de “guardiões das memórias”, que estão imersos nos contextos (candomblés, umbandas e outros) que produzem e dizem sobre os Exus e as Pombagiras. Como desdobramento de tais relações, a pesquisa conclui-se como um pensamento de dança assentado nas complexidades das práticas performáticas brasileiras centradas no negro, a partir da investigação do acontecimento corporal, estético e político presente nas performances de Exu e Pombagira. É proposto o pensamento de dança nomeado como “Vibrar, girar, desiquilibrar, cair e voltar: o acontecimento corporal de Exus e Pombagiras”, um fazer artístico contra-hegemônico que suscita novas narrativas e possibilidades epistêmicas para aréa de conhecimento da dança no Brasil. Para isso, foram fundamentais os conceitos de “performance-ritual” de Martins (2002), os estudos de “Corpo-Ancestralidade” de Santos (2006) e “The State of Research on Performance in Africa” de Drewal (1999). Como materialização do caminho conceitual e prático desta pesquisa, produziu-se uma obra cinematográfica de curta-metragem nomeada de CATIÇO, um filme de dança produzido por João Petronílio, Laryssa Machada e Victor Mota, dísponivel através da tecnologia de acesso leitor de códigos Q.R code no último capítulo desta dissertação.