Uso de agrotóxicos e suicídios no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil

As prevalências das tentativas de suicídio provocadas pela exposição a agrotóxicos de uso agrícola no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil, ocorridas entre janeiro 1992 a dezembro 2002, foram avaliadas baseadas nos registros das notificações de intoxicação do Centro Integrado de Vigilância Toxicológ...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Pires, Dario Xavier, Caldas, Eloísa Dutra, Recena, Maria Celina Piazza
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2005
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufms.br:123456789/157
Acesso em linha:https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/157
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Praguicidas
Suicídio
Vigilância Epidemiológica
Pesticides
Suicide
Epidemiologic Surveillance
Descrição
Resumo:As prevalências das tentativas de suicídio provocadas pela exposição a agrotóxicos de uso agrícola no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil, ocorridas entre janeiro 1992 a dezembro 2002, foram avaliadas baseadas nos registros das notificações de intoxicação do Centro Integrado de Vigilância Toxicológica da Secretaria de Saúde do Estado. Dados populacionais e de produção agrícola foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e dados de suicídio por causas diversas da Secretaria de Estado de Saúde. Foram registradas 1.355 notificações de intoxicação, sendo 506 tentativas de suicídio que levaram a 139 óbitos. As microrregiões de Campo Grande e Dourados apresentam as maiores prevalências de tentativas de suicídio. Alta prevalência de suicídios por causas diversas também foi observada em Dourados, com uma tendência de crescimento nos últimos dez anos. Os resultados deste estudo indicaram a microrregião de Dourados como uma das mais críticas do Estado do Mato Grosso do Sul com relação à ingestão voluntária de agrotóxicos, demonstrando a necessidade de um programa de vigilância epidemiológica para melhor investigar estes eventos na população rural da região.