Nem sagradas nem profanas, apenas trabalhadoras: o trabalho-ciborgue de surrogates

O presente artigo analisa a prática de surrogacy , na qual uma mulher gesta um bebê para terceiros, dando ênfase ao processo laboral-gestacional dessas mulheres, chamadas “ surrogates ”. Objetivando apresentar essas gestantes como figuras bastante híbridas, utiliz...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Graziuso, Bruna Kern
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Cadernos Pagu (Online)
Idioma:portugués
inglés
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8670421
Acceso en línea:https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8670421
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Surrogacy
Labor
Gender
Stigma
Trabalho
Gênero
Estigma
Descripción
Sumario:O presente artigo analisa a prática de surrogacy , na qual uma mulher gesta um bebê para terceiros, dando ênfase ao processo laboral-gestacional dessas mulheres, chamadas “ surrogates ”. Objetivando apresentar essas gestantes como figuras bastante híbridas, utilizo o ciborgue de Haraway (2016) como recurso heurístico. O estigma da compensação financeira das surrogates é considerado a partir de contribuições teóricas do trabalho sexual – juntamente com as metáforas da dramaturgia de Goffman (1996) – buscando debater como o perfil idealizado de quem a surrogate deve ser remete à figura da moral ideal da mulher santa. Seu processo de trabalho gestacional é analisado como uma forma híbrida de trabalho produtivo e trabalho relacional, demonstrando como surrogates negociam limites entre os mundos hostis de Zelizer (2011) de mercado e intimidade. Concluo que surrogates vivem entre esses dois mundos e, de diferentes formas, negociam seus limites, ao mesmo tempo que convivem com o perfil idealizado que se espera delas.