Hidrodinâmica do saco da mangueira: mecanismos que controlam as trocas com o estuário da Lagoa dos Patos

O Saco da Mangueira (SM) é uma enseada semifechada, conectada ao estuário da Lagoa dos Patos. Devido a sua importância local, esta enseada está sujeita a sérios impactos antrópicos. Com a finalidade de fornecer subsídios para o manejo deste ambiente, os objetivos deste trabalho foram: 1) determinar...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Monteiro, Igor Oliveira, Pearson, Márcia Luiza, Möller Junior, Osmar Olinto, Fernandes, Elisa Helena Leão
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2005
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Repositorio:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.furg.br:1/2036
Acceso en línea:http://repositorio.furg.br/handle/1/2036
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Modelagem numérica
Enseada rasa
Hidrodinâmica
Lagoa dos patos
Modeling
Shallow embayment
Hydrodynamics
Patos lagoon
Descripción
Sumario:O Saco da Mangueira (SM) é uma enseada semifechada, conectada ao estuário da Lagoa dos Patos. Devido a sua importância local, esta enseada está sujeita a sérios impactos antrópicos. Com a finalidade de fornecer subsídios para o manejo deste ambiente, os objetivos deste trabalho foram: 1) determinar os fatores que controlam a hidrodinâmica do SM; 2) avaliar o efeito que mudanças na geomorfologia do SM teriam na dinâmica do local. Para isso realizaram-se experimentos com o modelo hidrodinâmico de elementos finitos TELEMAC. Os resultados das simulações mostraram que as principais forçantes da circulação do SM são as oscilações submareais no canal estuarino, e a ação local do vento sobre as águas desta enseada. A salinização do SM apresentou um tempo de resposta de 26 horas em relação ao regime de enchente no estuário. Simulações feitas para diferentes cenários mostraram que a construção da Ponte dos Franceses reduziu as trocas (redução de área) e intensificou a velocidade da corrente entre a enseada e o canal estuarino, causando significativas alterações morfológicas. Além disso, a alteração morfológica da conexão entre a enseada e o estuário, como uma alternativa de manejo, não alterou significativamente as trocas entre estes dois ambientes.