Remineralização dentinária e obliteração tubular por materiais bioinspirados em acetato de estrôncio e colágeno

O objetivo do estudo foi avaliar a capacidade de remineralização tubular da dentina submetida a tratamento com acetato de estrôncio revestido por colágeno, e após o desafio ácido, por meio da análise das propriedades químicas e morfológicas, em diferentes intervalos de aplicações. Foram utilizados 1...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Almeida, Leonardo de Pádua Andrade
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-03102022-105812
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58131/tde-03102022-105812/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Análise química
Chemical analysis
Colágeno
Collage
Dentin
Dentin hypersensitivity
Dentina
Estrôncio
Hipersensibilidade da dentina
Strontium
Descrição
Resumo:O objetivo do estudo foi avaliar a capacidade de remineralização tubular da dentina submetida a tratamento com acetato de estrôncio revestido por colágeno, e após o desafio ácido, por meio da análise das propriedades químicas e morfológicas, em diferentes intervalos de aplicações. Foram utilizados 18 discos de dentina, com aproximadamente 1mm de espessura, sendo 6 para cada grupo experimental. As amostras foram divididos aleatoriamente em três grupos de acordo com o número de aplicações: 1 aplicação (A1); 2 aplicações diárias durante 7 dias (A2); 2 aplicações diárias durante 14 dias (A3). Cada aplicação foi realizada de acordo com recomendações de produtos com efeitos similares encontrados no mercado. Os espécimes destinados à submissão ao desafio ácido foram imersos em 3mL de refrigerante de cola por 2 minutos, com intervalo de 4 horas e meia entre a primeira e a segunda imersão para cada condição experimental. A análise da composição química do material formado na superfície e interior dos túbulos dentinários foi realizada através da Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR) após os períodos de aplicação. Os elementos químicos presentes na dentina antes e após o tratamento, assim como após desafio ácido foram obtidos por meio da Espectroscopia por Dispersão de Raios X (EDS). Ao final dos tratamentos de superfície e desafio ácido, os espécimes foram levados ao Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) para avaliação do percentual e profundidade de obliteração dos túbulos. Após análise da composição química, foi observado que em A2 e A3 houveram alterações na frequência vibracional referente à hidroxiapatita devido à substituição parcial do cálcio pelo estrôncio e no grupo amina devido adsorção de colágeno, no entanto os dois grupos tiveram comportamento semelhantes. Após análise topográfica das amostras, foi observado que houve recobrimento total da superfície de A2 e A3, com obliteração dos túbulos. Após desafio ácido foi observado desgaste parcial em regiões específicas apresentando apenas cálcio, mas com manutenção de várias áreas que sofreram modificações com a presença de partículas de estrôncio. A presença de estruturas fibrilares também foram evidenciadas, correspondentes à presença de colágeno. No grupo A1, não foram observados grandes mudanças superficial, intratubular ou composicional. Conclui-se que a frequência de aplicações para A1 foi insuficiente, enquanto A2 e A3 apresentaram comportamentos semelhantes. Mudanças na composição e na estrutura da dentina foram notórias, conferindo, a princípio, resultados promissores após aplicações contínuas do produto, mesmo após desafio ácido.