Religião tradicional Africana/Traditional African Religion

A palavra “religião” é tardia para o discurso acadêmico sobre o assunto, e ainda é notável na maioria das descrições populares da cultura africana. Como o poeta e estudioso queniano Okot p´Bitek (1970) enfatizou: “os conceitos de fetichismo ou animismo ... não eram religiões africanas.....”. Foi som...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Domingos, Luís Tomás
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/23915
Acceso en línea:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/23915
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Religião tradicional Africana
Cristianismo
filosofia.
Descripción
Sumario:A palavra “religião” é tardia para o discurso acadêmico sobre o assunto, e ainda é notável na maioria das descrições populares da cultura africana. Como o poeta e estudioso queniano Okot p´Bitek (1970) enfatizou: “os conceitos de fetichismo ou animismo ... não eram religiões africanas.....”. Foi somente no final do período colonial da década de 1950 que os estudiosos começaram a usar os termos religião e filosofia para caracterizar as religiões africanas de maneira positiva. Os antropólogos Edward E. Evans-Evans-Pritchard (1956), Marcel Griaule; Germaine Dieterlen (1965) e Victor Turner (1968) e o teólogo missionário Placide Tempels (1965) foram pioneiros dessa mudança. Eles foram os primeiros a enfatizar a racionalidade e a integridade teológica do sistema religioso africano, e empregaram ideias filosóficas ocidentais e conceitos teológicos para interpretá-los. Eles também argumentaram que o estudo das religiões africanas era de grande valor para uma compreensão do resto das religiões do mundo. Os teólogos africanos mais influentes do período pós-colonial imediato foram John Mbiti (1969) e Bolaji Idowu (1973). Nas décadas de 1970 e 1980, seus livros moldaram o discurso teológico sobre as religiões africanas entre os cristãos na África e no Ocidente. Como africanos educados por missionários, Mbiti (1970) e Idowu (1982) se propuseram a refutar as afirmações missionárias sobre a inferioridade das religiões africanas. Como cristãos africanos, eles viam as religiões tradicionais como o fundamento adequado sobre o qual o cristianismo na África foi construído. Sua reivindicação central, que foi captada e ecoou pelas universidades e seminários da África recém-independente, foi que os africanos tinham conhecido Deus antes dos missionários chegarem. A religião tradicional Africana não é um credo especializado separado da vida cotidiana, mas um conjunto difuso de ideias e práticas “sagradas” e morais que permeiam toda a vida nos níveis pessoal e social. Neste contexto e dinâmica que vamos desenvolver o nosso trabalho