[pt] AUTOBIOGRAFIA E A TÊNUE FRONTEIRA ENTRE OS GÊNEROS NARRATIVOS

[pt] O principal objetivo de minha tese reside na análise das peculiaridades do gênero autobiográfico, o qual possui um compromisso com a constituição (mesmo que inconsciente) de um projeto identitário. Apesar da aparente fidelidade a verdade do ocorrido, própria da escrita historiográfica, a evocaç...

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Detalles Bibliográficos
Autor: ISABEL CRISTINA FERNANDES AULER
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:27024
Acceso en línea:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27024&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27024&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.27024
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:[pt] HISTORIA
[pt] MIMESIS
[pt] AUTOBIOGRAFIA
[pt] FICCAO
[en] HISTORY
[en] MIMESIS
[en] AUTOBIOGRAPHY
[en] FICTION
Descripción
Sumario:[pt] O principal objetivo de minha tese reside na análise das peculiaridades do gênero autobiográfico, o qual possui um compromisso com a constituição (mesmo que inconsciente) de um projeto identitário. Apesar da aparente fidelidade a verdade do ocorrido, própria da escrita historiográfica, a evocação do autor desloca sua narrativa mimética do campo da reprodução para o campo da produção, sem, no entanto, transgredir o real, ato realizado pela narrativa ficcional. Apesar de não postular limites categóricos entre estes gêneros narrativos, e, pelo contrário, defender a possibilidade de um constante diálogo entre eles, acredito que a interlocução não apague as fronteiras existentes entre os diferentes discursos. Esta tênue diferença consiste na capacidade do autor em manter seu compromisso aporético durante o ato criação, a manutenção, portanto, da hierarquia das intenções no momento da escrita. Para identificar tal diferença, cabe ao leitor ser capaz de engendrar em sua análise um mínimo de interseção entre seu repertório, ou seja, o conjunto de normas sociais inerentes ao leitor e, consequentemente, à sua recepção da obra, e o repertório do texto, a hierarquia das intenções presente no processo de produção dos discursos.