A deposição de tufas quaternárias no estado de Mato Grosso do Sul: proposta de definição da formação Serra da Bodoquena

Depósitos quaternários de tufas ocorrem extensamente na Serra da Bodoquena (MS), associados ao sistema cárstico desenvolvido sobre rochas carbonáticas do Grupo Corumbá. A deposição de tufa é favorecida na Serra da Bodoquena pela predominância de águas autogênicas, que permite o enriquecimento da águ...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Sallun Filho, William, Karmann, Ivo, Boggiani, Paulo César, Petri, Setembrino, Cristalli, Patrícia de Souza, Utida, Giselle
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Geologia USP. Série Científica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/27468
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/27468
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As características litológicas, a existência de contatos claros e abruptos e a mapeabilidade das tufas possibilitaram a criação de uma nova unidade, denominada Formação Serra da Bodoquena. A deposição em bacia hidrográfica e sistema cárstico distintos justificam sua separação da Formação Xaraiés (Corumbá, MS), mesmo que parte das litologias seja semelhante. A Formação Serra da Bodoquena é descontínua, devido à própria natureza dos depósitos, formados em associação com a rede de drenagem, nunca ligados entre si ou com a Formação Xaraiés. A nova unidade foi dividida em dois membros para representar os depósitos de represas e cachoeiras e os de micritos, respectivamente: membros Rio Formoso e Fazenda São Geraldo. Os depósitos antigos de tufas indicam deposição mais expressiva do que atualmente, desde 6.530 anos cal A.P. até 2.700 anos cal A.P. onde inicia um decréscimo. Esta deposição mais intensa representa um período de clima mais úmido, que se alterou a partir de 2.700 anos cal A.P. quando se estabeleceram condições próximas à atual. A deposição atual de tufas no Membro Rio Formoso ainda é expressiva, porém restrita ao leito das drenagens perenes ou intermitentes. Quaternary tufa deposits occur widely in the Serra da Bodoquena (state of Mato Grosso do Sul, Brazil), associated with the karst system that has developed on carbonate rocks of the Corumbá Group. The deposition of tufa is favored in the Serra da Bodoquena due to the predominance of autogenic waters, which allow for groundwater to be enriched in calcium carbonate. By means of numerous springs, this groundwater supplies the rivers of the area where tufas are deposited. These rivers have small quantities of siliciclastic sediment, making the water very clear, which favors biological activity and, as a result, the precipitation of carbonate. The lithological characteristics, the existence of clear and abrupt lines of contact and the easy mapping of the tufas make it possible to create a new unit, here named the Serra da Bodoquena Formation. Deposition in a distinct river basin and karst system justify separation from the Xaraiés Formation, even if their lithologies are partly similar. The Serra da Bodoquena Formation is discontinuous due to the nature of deposits, formed in association with the surface drainage network. The individual outcropping areas never interconnected with each other or with the Xaraiés Formation in the Corumbá region. The new unit was divided into two members in order to represent catchment and waterfall deposits and micrite deposits named, respectively, Rio Formoso and Fazenda São Geraldo members. The older tufa deposits indicate greater deposition from 6530 cal years BP until 2700 cal years BP, when the decline began reaching the present fate. This more intensive deposition represents a period of more humid climate, which changed at around 2700 cal years BP when similar conditions to those found at present became established. The active deposition of tufas in the Rio Formoso Member is still significant, although limited to the courses of perennial or intermittent drainage channels. Universidade de São Paulo. Instituto de Geociências2009-10-01info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfapplication/epub+ziphttps://revistas.usp.br/guspsc/article/view/2746810.5327/Z1519-874x2009000300003Geologia USP. Série Científica; Vol. 9 Núm. 3 (2009); 47-60 Geologia USP. Série Científica; Vol. 9 No. 3 (2009); 47-60 Geologia USP. Série Científica; v. 9 n. 3 (2009); 47-60 2316-9095reponame:Geologia USP. 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