Mancha de phoma do cafeeiro: relação com irrigação, fertilidade do solo e nutrição de plantas

A mancha de phoma (Phoma tarda) (MPC) é uma das principais doenças da cultura, por causar grandes prejuízos à cafeicultura, devido à queda de folhas, seca de ramos e mumificação de frutos, ocasionando perdas na produtividade em até 43%. O fornecimento de água e o equilíbrio nutricional podem afetar...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Dornelas, Gabriel Avelar
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/13068
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/13068
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ciências Agrárias
Café – Doenças e pragas
Fitopatologia – Métodos estatísticos
Mancha de phoma
Coffee – Diseases and pests
Plant diseases – Statistical methods
Phoma leaf spot
Phoma tarda
Descripción
Sumario:A mancha de phoma (Phoma tarda) (MPC) é uma das principais doenças da cultura, por causar grandes prejuízos à cafeicultura, devido à queda de folhas, seca de ramos e mumificação de frutos, ocasionando perdas na produtividade em até 43%. O fornecimento de água e o equilíbrio nutricional podem afetar a ocorrência da doença. Pouco se conhece sobre a influência da nutrição mineral e da fertilidade do solo, ao longo do espaço no campo, principalmente, com relação ao K, P, B, Ca e Mn na intensidade da doença. Dessa forma, foram realizados 3 experimentos em campo, com intuito de verificar a epidemiologia e a forma de controle, para a MPC, em diferentes condições de nutrição mineral e a irrigação. No 1º experimento, objetivou-se avaliar a interação lâminas de água com diferentes doses de P2O5 (5 lâminas de irrigação x 4 doses de P2O5) na intensidade da MPC. Realizaram-se avaliações de MPC nas folhas em intervalos de 30 dias. A curva de progresso da média da incidência da MPC variou entre os 2 anos de avaliação. No 1º ano, o pico da doença ocorreu, em ago/2012 (4,68%), já no 2º ano, em set/2013 (9,79%). Houve interação entre doses de P2O5 e lâminas de irrigação, na incidência média da MPC, sendo observado o aumento da doença com o aumento das lâminas de irrigação até a lâmina de 1,0 do Kc e nas doses 80 a 240 kg ha-1 de P2O5. O modelo não linear exponencial foi ajustado nos 2 anos avaliados. No 2º experimento, objetivou-se avaliar a interação entre doses de K e de B (4 doses de K x 4 doses de B) na intensidade da MPC. Realizaram-se 24 avaliações da MPC, nas folhas do cafeeiro, em intervalos de 30 dias. A curva de progresso média da incidência da MPC variou entre os anos de avaliação. Os picos das incidências médias ocorreram em 16/06 e 12/09 de 2013 e 20/01 e 24/04 de 2014, respectivamente. No ano de 2014, a incidência foi menor, em comparação com o ano de 2013, mesmo com alta carga pendente, possivelmente, em razão das maiores temperaturas registradas e ocorrência fora do período normal da doença. Houve interação significativa entre as doses de K e de B com a AACPI e AACPE, na qual as doses entre 0 e 200 kg ha-1 de K com doses entre 0 e 2 kg ha-1 de B apresentaram os maiores níveis de doença e, nas doses 0 a 100 kg ha-1 de K e 2 a 4 kg ha-1 de B, foi observado o menor enfolhamento. No 3º ensaio, objetivou-se avaliar o padrão espacial da relação entre a MPC e a nutrição da planta em lavoura cafeeira irrigada por pivô central. Houve dependência espacial da MPC e dos teores de P, K, Ca, B e Mn. A maior incidência da MPC ocorreu nas áreas com os menores teores de P e K e os maiores teores de B.