Transferências maternas em uma casa de parto: resultados maternos e neonatais
Introdução: A criação de centros de parto normal foi uma estratégia para qualificar a assistência obstétrica, pois no Brasil as taxas de cesarianas são altas e o parto normal é carregado de intervenções excessivas. Porém, a segurança do parto em centro de parto normal perihospitalar (CPNp), também d...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-20052025-094509 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-20052025-094509/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Birthing Centers Centros Independentes de Assistência à Gravidez e ao Parto Cross-Sectional Studies Enfermagem Obstétrica Estudos Transversais Midwifery Natural Childbirth Parto Normal Patient Transfer |
| Sumario: | Introdução: A criação de centros de parto normal foi uma estratégia para qualificar a assistência obstétrica, pois no Brasil as taxas de cesarianas são altas e o parto normal é carregado de intervenções excessivas. Porém, a segurança do parto em centro de parto normal perihospitalar (CPNp), também denominado casa de parto, é questionada e falta consenso entre as organizações nacionais sobre a recomendação desse modelo de assistência. Objetivo: Analisar as transferências maternas do CPNp para o hospital. Método: Estudo transversal, realizado no CPN Casa Angela-Centro de Parto Humanizado, em São Paulo, SP. Foram incluídas as 3.397 mulheres admitidas para o parto, de 2012 a 2021. A fonte de dados foram o banco de dados da instituição e os prontuários das mulheres. As condições sociodemográficas, clínicas e obstétricas foram consideradas como exposição. Como desfecho primário, foi considerada a transferência materna para a instituição hospitalar. Como desfechos secundários, foram considerados: tipo de parto, escores de Apgar, contato mãe-bebê, amamentação na 1ª hora de vida, acompanhante no parto, condições do períneo e intercorrências maternas e neonatais após a transferência. A população foi separada em três grupos, conforme o desfecho (sem transferência, transferência intraparto e transferência pós-parto) e os dados foram analisados por estatística descritiva, com adoção de um modelo de regressão logística nominal. Os resultados do modelo são expressos em razão de chances (OR). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Resultados: A taxa de transferência intraparto foi de 19,2% e pós-parto foi 2,6%. Os fatores que aumentaram a chance de transferência intraparto foram idade materna em anos (OR=1,07), união conjugal estável (OR=1,99), indução do parto com métodos naturais (OR=2,12) e amniotomia (OR=2,94). Maior número de partos vaginais anteriores (OR=0,18), permanecer na banheira no trabalho de parto (OR=0,446) e maior número de acompanhantes (OR=0,65) reduziram essa chance. Os fatores que aumentaram a chance de transferência pós-parto foram laceração perineal de 3º grau (OR=563,73) e hemorragia pós-parto (HPP) (OR=38,51). Permanecer na banheira no trabalho de parto (OR=0,39) e maior número de consultas pré-natal no CPNp (OR=0,84) reduziram essa chance. As principais indicações de transferência intraparto foram alteração dos batimentos cardíacos fetais (33,6%), parada de progressão (27,2%), bolsa rota prolongada (18,3%) e solicitação materna (9,2%) e de transferência pósparto foram anemia (24,0%), retenção placentária (20,7%), HPP (9,2%) e pico hipertensivo (9,2%). Permaneceram na unidade de terapia intensiva (UTI) 0,2% das mulheres transferidas intraparto e 3,6% das transferidas pós-parto. A taxa de cesariana entre as transferidas foi 43%, 97,4% dos bebês nascidos no hospital tiveram Apgar 7 no 5º minuto e 7,3% permaneceram na UTI. Conclusão: Os desfechos no hospital após a transferência reforçam a segurança do modelo de assistência no CPNp. Conhecer os fatores associados com transferências maternas pode prevenir essa ocorrência e suas complicações e pode contribuir para aumentar as taxas de parto normal no Brasil. |
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