Saúde da mulher indígena brasileira: prevenção e controle do câncer colo do útero

O câncer cervical é o quarto tumor maligno mais comum entre mulheres globalmente,com maior incidência em países menos desenvolvidos e em populações vulneráveis. Adetecção precoce e a vacinação contra o papiloma vírus (HPV) são essenciais para aprevenção da neoplasia, mas a cobertura é insuficiente q...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Ismail Hamed Karaja, Leila, de Carvalho Soares, Isabela, Benevides Ferreira, Luciana
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB)
Repositorio:Programa de Iniciação Científica - PIC/UniCEUB - Relatórios de Pesquisa
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:oai.uniceub.emnuvens.com.br:article/10016
Acceso en línea:https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/pic/article/view/10016
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:saúde da mulher; saúde indígena; câncer de colo do útero; povos indígenas
Descripción
Sumario:O câncer cervical é o quarto tumor maligno mais comum entre mulheres globalmente,com maior incidência em países menos desenvolvidos e em populações vulneráveis. Adetecção precoce e a vacinação contra o papiloma vírus (HPV) são essenciais para aprevenção da neoplasia, mas a cobertura é insuficiente quando se trata de mulheresindígenas, devido às inúmeras dificuldades encontradas no processo de rastreamento.Este estudo qualitativo buscou analisar os indicadores de incidência do câncer de colode útero e do HPV, assim como identificar os serviços de saúde atuais destinados àprevenção, controle e tratamento dessas doenças, por meio de análise de fontesdocumentais e entrevistas semiestruturadas realizadas com cinco profissionais dasaúde que trabalham com povos indígenas. A partir do estudo observou-se que ocâncer de colo uterino se apresenta como uma das neoplasias mais prevalentes napopulação indígena feminina, devido a fatores de risco como a infecção pelo HPV,sexarca precoce, multiparidade e dificuldades de acesso à informação e serviços desaúde. Os entrevistados apontaram como os principais obstáculos para orastreamento: a dificuldade de implementação de planejamento específico para essacomunidade, a infraestrutura insuficiente, a falta de recursos e equipamentosadequados, a falta de orientação adequada aos agentes de saúde e a fragilidade dossistemas de registro utilizados na monitoração da neoplasia. Superar essas dificuldadesrequer uma abordagem integrada que considere as necessidades específicas dasmulheres indígenas. É fundamental o aprimoramento da infraestrutura de saúde, aadaptação da comunicação e dos programas de saúde existentes às realidadesculturais, o aumento do acesso a recursos, o aperfeiçoamento do sistema de registrode dados utilizado atualmente e a implementação de políticas públicas eficazes quegarantam a equidade no atendimento e a promoção da saúde. Destaca-se a extremadificuldade em obter informações e referências acerca da população tratada, pelaescassez de fontes epidemiológicas, além da dificuldade de contato com profissionaisda área.