Ruptura das ilusões: A revolução de Velutha em ‘O deus das Pequenas Coisas’ (1998), de Arundhati Roy

‘O Deus das Pequenas Coisas’ (1998), de Arundhati Roy, tem Velutha como principal representante das minorias. Ele é o intocável com atitudes consideradas subversivas pelos outros personagens, pois junta-se ao partido comunista de sua cidade, mantém relações com uma tocável e possui um comportamento...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: de Moura, Tais Leite
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Repositorio:Revista Leitura (Maceió. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.seer.ufal.br:article/10485
Acceso en línea:https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/10485
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Transgressão. Trauma cultural. Intocabilidade
Trauma cultural e transgressão
Descripción
Sumario:‘O Deus das Pequenas Coisas’ (1998), de Arundhati Roy, tem Velutha como principal representante das minorias. Ele é o intocável com atitudes consideradas subversivas pelos outros personagens, pois junta-se ao partido comunista de sua cidade, mantém relações com uma tocável e possui um comportamento confiante e desafiador. Este artigo tem como objetivo explicar como a falta de mudanças concretas no período pós independência configura um trauma cultural para as castas catalogadas na Índia, incitando deste modo os atos e a conduta transgressora de Velutha ao longo da narrativa. A teoria de trauma cultural de Sztompka (2000) e o conceito de anomia de Merton (1938) se juntarão a dados obtidos por Ramaiah (2007) e Joseph (2010) para mostrar que Velutha simboliza a gênese desta rebelião dos Dalits que, ao compreenderem que as mudanças provocadas pela independência não alcançaram seu grupo cultural, decidiram rebelar-se, criar seus próprios partidos e reivindicar mudanças sociais concretas.