Chaconne BWV 1004 de J.S. Bach na transcrição de Andrés Segovia e sua ênfase acordal para uma proposta sonora robusta: análise comparativa da primeira seção

Este artigo propõe uma análise comparativa da transcrição de Andrés Segovia da Chaconne BWV 1004, circunscrita aos sessenta primeiros compassos. Nosso intuito é demonstrar como Segovia explora as possibilidades acordais do violão de modo a prover uma versão de sonoridade robusta, com ênfase em bloco...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Beschizza, Christhian Barcelos Carvalho Lima, Orosco, Maurício Tadeu dos Santos
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Repositório:Revista OuvirOUver (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.www.seer.ufu.br:article/31217
Acesso em linha:https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/31217
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Chaconne BWV 1004
Andrés Segovia
Idiomatismo Violonístico
Descrição
Resumo:Este artigo propõe uma análise comparativa da transcrição de Andrés Segovia da Chaconne BWV 1004, circunscrita aos sessenta primeiros compassos. Nosso intuito é demonstrar como Segovia explora as possibilidades acordais do violão de modo a prover uma versão de sonoridade robusta, com ênfase em blocos harmônicos. Tal versão, porém, é erroneamente apontada como tão somente provedora de uma sonoridade romântica para a obra, impressão esta que se completa quando nos deparamos com a gravação da mesma pelo violonista. Através das análises, conjecturamos como esta versão se insere em seu contexto histórico, buscando comprovar a capacidade do violão em um discurso musical de fôlego maior. Para entendermos as adições de notas de Segovia, confrontaremos sua versão com a que lhe serviu de base, de Feruccio Busoni (1924), e também com a versão recente de Gustavo Costa (2012), que apresenta uma proposta de pensamento contrapontístico, a exemplo de como procedem os transcritores no século XXI.