Análise farmacoeconômica de dois regimes de imunossupressão de novo no Transplante Renal contendo ou não os inibidores da mTOR

Introdução: O Brasil é o maior serviço público de transplantes do mundo sendo a quase totalidade do seu financiamento custeado pelo sistema único de saúde. Os regimes de imunossupressão também são inteiramente financiados pelo Estado através do Componente Especializado de Assistência Farmacêutica, m...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Valiatti, Mariana Farina [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/181564
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/181564
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Transplante de Rim
Custos e Análise de Custo
Citomegalovirus
sirolimo
inibidor da calcineurina
everolimo
Kidney Transplantation
Costs and Cost Analysis
Cytomegalovirus
calcineurin inhibitor
everolimus
sirolimus
Descripción
Sumario:Introdução: O Brasil é o maior serviço público de transplantes do mundo sendo a quase totalidade do seu financiamento custeado pelo sistema único de saúde. Os regimes de imunossupressão também são inteiramente financiados pelo Estado através do Componente Especializado de Assistência Farmacêutica, mas são pouco estudados sob a perspectiva econômica. O objetivo primário foi realizar uma análise de custo efetividade do regime de imunossupressão de tacrolimo com micofenolato comparado a tacrolimo associado a imTOR pelo período de um ano após o transplante renal. O objetivo secundário foi avaliar a não inferioridade destes dois regimes. Materiais e Métodos: Tratou-se de um estudo retrospectivo de transplantados renais realizados no Hospital das Clínicas de Botucatu, comparando protocolos de imunossupressão em 12 meses após o transplante. O primeiro esquema de imunossupressão foi o utilizado até outubro de 2015 e o segundo esquema adotado após mudança do protocolo do serviço. Foram feitas comparações entre os dois regimes de imunossupressão para avaliar a não inferioridade sendo definida como: o somatório dos eventos de rejeição aguda, descontinuidade, perda do enxerto e óbito ao fim de um ano. Para as análises de custo foi construído um modelo de análise de decisão no software TreeAge Pro 2009. As probabilidades de ocorrência dos eventos foram calculadas em cada grupo na amostra histórica. Foram conduzidas análises de sensibilidade visando obter uma simulação realista dos custos finais do procedimento e os custos foram estimados pela perspectiva do Hospital (expressos em reais). Resultados: A análise da coorte histórica mostrou tratar-se de uma amostra de 255 pacientes com idade média de 44±15 anos no grupo Tacro/micofenolato (n=152) e 48±15 anos (n=103) no grupo Tacro/imTOR. Houve menos infecções por citomegalovírus no grupo Tacro/imTOR (6,8%) comparado ao grupo Tacro/micofenolato (57,9%), p=0,001. Não houve diferenças na taxa de desfecho composto sendo de 28,3% no grupo Tacrolimo/micofenolato comparado a 27,3% no grupo Tacrolimo/imTOR, p=0,847. As análises de modelo de decisão mostraram que o custo médio do transplante em 12 meses para o grupo Tacro/imTOR foi de R$ 26.565,00 comparado a R$ 31.463,00 no grupo Tacro/micofenolato. A estratégia do grupo Tacro/imTOR resulta numa economia média de R$ 4.898,00 por transplante. As análises de sensibilidade mostraram em todos os cenários uma redução de custo no grupo tacrolimo associado a imTOR da ordem de R$ 4.500 a R$ 6.200 em favor deste grupo. O regime de tacrolimo associado a imTOR teve um custo menor de R$ 26,5 K e um melhor efeito de 0,580 comparado a R$ 31,5K e 0,575 do regime de tacrolimo associado a micofenolato sendo este último dominado pelo primeiro. Conclusão: Concluímos que os regimes de tacrolimo associado a imTOR e tacrolimo associado a micofenolato foram equivalentes quanto à eficácia, porém a análise de custo-efetividade mostrou que o regime de tacrolimo associado a imTOR foi dominante pois teve menor custo com maior efetividade. O ganho de efetividade deve-se a baixa incidência de citomegalovírus resultando em menor necessidade de hospitalização.