Caracterização clínica e sorológica longitudinal de coorte de seguimento de indivíduos convalescentes para COVID-19

A Organização Mundial da Saúde declarou a doença de coronavírus 2019 (COVID-19) causada pelo novo coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) uma emergência global em março de 2020. Embora a maioria das pessoas com COVID-19 tenha sintomas leves a moderados, uma pequena porcentage...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Magawa, Jhosiene Yukari
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-05022025-180838
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5146/tde-05022025-180838/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Anticorpos neutralizantes
Humoral response
Neutralizing antibodies
Nucleocapsid
Nucleocapsídeo
RBD
Resposta humoral
SARS-COV-2
Spike
Virus
Vírus
Descripción
Sumario:A Organização Mundial da Saúde declarou a doença de coronavírus 2019 (COVID-19) causada pelo novo coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) uma emergência global em março de 2020. Embora a maioria das pessoas com COVID-19 tenha sintomas leves a moderados, uma pequena porcentagem desenvolve formas graves de COVID-19. Isso é verdade mesmo com a seleção e aumento da prevalência de novas cepas, como a Ômicron. No início da pandemia, estudos epidemiológicos mostraram que indivíduos com idade avançada, sexo masculino e com doenças pré-existentes, como câncer ou doenças cardiovasculares (DCV), distúrbios metabólicos, diabetes e obesidade, apresentavam maior risco de desenvolver complicações e formas graves de COVID-19. A resposta imune humoral é parte relevante e crucial na batalha contra o vírus e podem persistir por vários meses após a infecção. Dados da literatura mostram que indivíduos que desenvolveram COVID-19 mais grave apresentaram níveis mais elevados de anticorpos. Acompanhamos uma coorte de 209 indivíduos infectados no início da pandemia por até um ano após a infecção a fim de avaliar a resposta humoral contra as proteínas spike, RBD e nucleocapsídeo bem como títulos de anticorpos neutralizantes e correlacionar com as características clínicas e demográficas. Para isso desenvolvemos um ensaio de Elisa para detectar anticorpos específicos para os antígenos contra SARS-CoV-2 em três tempos. A coorte tem principalmente casos leves a moderados e embora os homens fossem menos frequentes, eles apresentavam níveis mais elevados de anticorpos em comparação com as mulheres, os internados também apresentavam níveis mais elevados de anticorpos. Esses resultados também foram observados com anticorpos neutralizantes (nAc). Foi detectado que, após 40 dias do início dos sintomas, a dupla positividade para proteínas do nucleocapsídeo e RBD sempre conferiu anticorpos de neutralização. Por outro lado, a resposta à Spike mas não para RBD ou NP concomitante mostrou títulos muito baixos ou inexistentes de anticorpos neutralizantes. Após 5 a 6 meses, os títulos de neutralização para 70% dos indivíduos diminuíram e 62% apresentaram títulos abaixo de 1:160, com 14% não apresentando nenhum. Notavelmente, 21% apresentaram títulos de neutralização no mesmo nível ou acima, o que poderia ser devido à reinfecção não diagnosticada. Não detectamos diferença nos níves de nAc entre 6 e 12 meses. Nossos dados mostram que quase 90% dos soroconversores produzem anticorpos neutralizantes detectáveis, mas para a maioria os títulos caem significativamente após 5 a 6 meses