Os primeiros meses da agenda socioambiental de Jair Bolsonaro e o que esta nos diz sobre nossa ontologia

Este artigo tem como problema central a discussão acerca da agenda adotada pelo governo Bolsonaro (PSL), nos nove primeiros meses de mandato, caracterizadas pelo enfraquecimento de leis e órgãos de proteção e fiscalização ambiental, que estimulam o desmatamento da Floresta Amazônica. Busca-se demons...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Ana Julia Vaz dos
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Repositorio:Revista Sociologias Plurais
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/71037
Acceso en línea:https://revistas.ufpr.br/sclplr/article/view/71037
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Antropoceno
Ecologia
Território
Estudos Multiespécie.
Anthropocene
Ecology
Territory
Multispecies Studies
Descripción
Sumario:Este artigo tem como problema central a discussão acerca da agenda adotada pelo governo Bolsonaro (PSL), nos nove primeiros meses de mandato, caracterizadas pelo enfraquecimento de leis e órgãos de proteção e fiscalização ambiental, que estimulam o desmatamento da Floresta Amazônica. Busca-se demonstrar por meio de um diálogo com a teoria pós-estruturalista, que essa relação com o território e com outros grupos não ocidentais, está ligada a um conflito ontológico. Expõem-se ao longo do texto, detalhes de nossa ontologia atrelada à ideia de progresso, domínio sobre a natureza e seus desdobramentos na relação do homem ocidental com o ambiente e sua destruição como representados pela agenda do governo frente ao meio ambiente. Os resultados vão de encontro à ideia de que a relação humana ocidental com o meio ambiente está relacionada à lógica do ‘antropoceno’ correspondente à era em que os humanos se tornaram uma força capaz de destruição planetária. Além disso, a ontologia moderna mostra-se incapaz de reconhecer nossa interdependência com outras espécies apresentando resultados dramáticos. Mostra-se necessário um discurso mais eco-centrado, e a possibilidade de uma relação benéfica entre humanos e a natureza, impedindo uma agenda política de degradação ambiental e humana.