Espécies de Lasiodiplodia associadas aos restos de poda de videira em três tipos climáticos do Nordeste brasileiro
A morte descendente, causada principalmente por espécies de Lasiodiplodia, é uma das principais doenças do tronco da videira no Nordeste do Brasil e no mundo. Os restos de poda de videira deixados no campo são importantes fontes de inóculo para epidemias da doença. Considerando a importância da doen...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2:tede2/9398 |
| Acceso en línea: | http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9398 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Videira Morte descendente Botryosphaeriaceae Lasiodiplodia Filogenia FITOSSANIDADE::FITOPATOLOGIA |
| Sumario: | A morte descendente, causada principalmente por espécies de Lasiodiplodia, é uma das principais doenças do tronco da videira no Nordeste do Brasil e no mundo. Os restos de poda de videira deixados no campo são importantes fontes de inóculo para epidemias da doença. Considerando a importância da doença e dos patógenos envolvidos na colonização dos restos de poda, o presente trabalho teve como objetivos: a) identificar as espécies de Lasiodiplodia associadas aos restos de poda em pomares localizados em três tipos climáticos do Nordeste brasileiro; b) investigar a prevalência, a distribuição e a diversidade das espécies; e c) avaliar a patogenicidade e a agressividade dos isolados representativos das espécies de Lasiodiplodia. Amostras de restos de poda de Vitis labrusca e V. vinifera foram coletadas em 22 pomares localizados nas regiões do Vale do São Francisco (clima semiárido), Vale do Siriji (clima tropical com verão seco) e Cariri cearense (clima de savana). Noventa e seis isolados de Lasiodiplodia foram identificados a partir de dados de sequências de DNA (tef1-α, ITS e tub2), sendo encontradas 11 espécies: L. brasiliense, L. crassispora, L. euphorbiaceicola, L. hormozganensis, L. iraniensis, L. laeliocattleyae, L. mahajangana, L. newvalleyensis, L. pseudotheobromae, L. theobromae e L. viticola. Dois isolados (Lasiodiplodia sp. 1 e Lasiodiplodia sp. 2) não se agruparam com nenhum táxon conhecido deste gênero. É o primeiro relato de L. mahajangana, L. newvalleyensis e L. viticola em videira no Brasil. Lasiodiplodia pseudotheobromae foi a mais prevalente, seguida de L. brasiliensis. No clima semiárido foram registradas 10 espécies, predominando L. hormozganensis e L. theobromae. No clima de savana foram observadas sete espécies, predominando L. brasiliense e L. pseudotheobromae. No clima tropical com verão seco foram registradas somente três espécies, predominando L. pseudotheobromae. Foi constatada elevada diversidade de espécies de Lasiodiplodia nos restos de poda dos climas de savana e semiárido, comparada à observada no clima tropical com verão seco. As espécies de Lasiodiplodia foram inoculadas em ramos destacados de videira (cv. Vitória) e isolados de L. euphorbiaceicola e Lasiodiplodia sp. 2 não foram patogênicos. As demais espécies diferiram nos níveis de agressividade, sendo L. viticola a mais agressiva. Os resultados mostram a grande diversidade de espécies de Lasiodiplodia associadas à restos de poda de videira no Nordeste brasileiro e possíveis diferenças em função do tipo climático. |
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