Autoxidação da apomorfina e seus efeitos citotóxico e genotóxico em procariotos, eucariotos inferiores e em células de mamíferos

Apomorfina é um alcalóide benzilisoquinolínico obtido a partir da morfina, através de reação catalisada por ácido clorídrico concentrado. Conhecido desde de 1869, este alcalóide foi utilizado inicialmente devido às suas propriedades eméticas. Atualmente, esta droga tem recebido atenção devido a sua...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ckless, Karina S.
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1996
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/275981
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/275981
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Apomorfina
Antioxidantes
Biotransformacao
Genotoxicidade
Células procarióticas
Células eucarióticas
Mamíferos
Descripción
Sumario:Apomorfina é um alcalóide benzilisoquinolínico obtido a partir da morfina, através de reação catalisada por ácido clorídrico concentrado. Conhecido desde de 1869, este alcalóide foi utilizado inicialmente devido às suas propriedades eméticas. Atualmente, esta droga tem recebido atenção devido a sua similaridade estrutural com a dopamina e consequente efeito dopamimérgico, sendo considerado um importante agente no tratamento do mal de Parkinson. Seu uso farmacológico é limitado, pois apresenta grande instabilidade em fluídos biológicos. Esta instabilidade é provavelmente devido a oxidação do seu grupamento catecólico. Como já relatado para outras catecolaminas, como por exemplo a dopamina, estas substâncias são facilmente oxidadas em presença de oxigênio molecular (O2). É postulado que algumas doenças degenerativas do sistema central estão associadas à autoxidação de catecolaminas. Durante o processo de autoxidação das catecolaminas podem ser geradas espécies reativas de oxigênio, bem como outras espécies químicas igualmente reativas. A toxicidade da apomorfina foi avaliada em três diferentes sistemas biológicos e correlacionada com seu processo autoxidativo. Os estudos espectofotométricos demonstraram que apomorfina sofre decomposição em função do tempo, sendo que esta decomposição é potencializada pela presença de ferro. Na ausência de íons metálicos, a autoxidação da apomorfina ocorre lentamente. Através de estudos potenciométricos, verificou-se que apomorfina possui um forte poder redutor, podendo realizar transferências bieletrônicas para agentes oxidantes. Em sistemas biológicos não foi claramente estabelecido se apomorfina realiza transferências bieletrônicas, monoeletrônicas ou ambas. Independente do tipo de transferência, este alcalóide demonstrou efeitos citotóxicos e genotóxicos. A apomorfina foi citotóxica em leveduras Saccharomyces cerevisiae de maneira dose-dependente. Além disto, foi capaz de induzir mutações que alteram o quadro de leitura (mutações frameshift) em leveduras e bactérias Salmonella typhimurium. Os efeitos citotóxicos e genotóxicos em leveduras foram dependente de fase de crescimento, evidenciando o envolvimento de defesas antioxidantes nestes processos. Em fibroblastos de Hamster Chinês (células V79), a apomorfina inibiu fortemente a proliferação celular. Neste mesmo sistema, a adição de catalase não protegeu as células dos efeitos deletérios da apomorfina. O conjunto de dados deste trabalho indicam que a toxicidade da apomorfina é devido a produtos de sua oxidação, provavelmente sua forma quinônica