O alçamento das vogais médias pretônicas na fala de São José do Norte/RS : harmonia vocálica
Este trabalho ocupa-se da investigação do fenômeno variável da Harmonia Vocálica na fala da comunidade gaúcha de São José do Norte, baseado na metodologia quantitativa nos moldes da teoria variacionsta laboviano (1966). O fenômeno citado é o alçamento (elevação) das vogais médias /e, o/ em pauta pre...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/56035 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/56035 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Labov, William Variação lingüística Fonologia Língua portuguesa Vogais pretônicas Harmonia vocálica Teoria da variação São José do Norte (RS) Vowels Vowel harmony Labov´s sociolinguistics theory |
| Sumario: | Este trabalho ocupa-se da investigação do fenômeno variável da Harmonia Vocálica na fala da comunidade gaúcha de São José do Norte, baseado na metodologia quantitativa nos moldes da teoria variacionsta laboviano (1966). O fenômeno citado é o alçamento (elevação) das vogais médias /e, o/ em pauta pretônica, transformando-as em [i, u] respectivamente quando seguidas de vogal alta em sílaba subsequente. A pesquisa pretende contribuir para descrever as características desse fenômeno no português do Brasil; pois trata-se de uma amostra ainda não analisada no que se refere à Harmonia Vocálica Os dados vêm da amostra coletada por Amaral (2000) com falantes da comunidade rural e urbana daquele municipio, localizado na porção litorânea situada entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, a 8 km do município de Rio Grande e a 51 km de Pelotas. O isolamento a que a região ficou submetida, por razões de dificuldade de acesso, e a dedicacão a atividades tradicionais, tais como a pesca e a plantação de cebola, tornam a região interessante à pesquisa de cunho sociolinguístico e dialetológico. Os condicionadores linguísticos e extralinguísticos considerados na nossa pesquisa têm como referência os estudos de Bisol (1981) e Schwindt (1995, 2002). A amostra constitui-se de 24 informantes do corpus do referido município (Amaral, 2002) que faz atualmente parte do Projeto Variação Linguística do Sul do país (VARSUL). O estudo resultou um corpus de 1.787 dados, sendo 986 dados para /e/ e 801 para /o/. A análise pelo Programa GOLVARB (2001) mostrou que a taxa de aplicação da elevação, para /e/ foi de 41% e de 43% para /o/. A pesquisa viabilizou, no âmbito extralinguístico, constatar que no caso da vogal /o/ houve correlação entre idade do informante e elevação da vogal; contudo, como as demais variáveis sociais não se mostraram significativas, não é possível falar em uma mudança em curso. Do ponto de vista linguístico, os condicionadores principais são, entre outros, a presença de uma vogal alta em sílaba subsequente e a tonicidade da vogal. Necessita-se de uma análise mais acurada, futuramente, de aspectos que podem nos fornecer uma interpretação mais segura desta variável. |
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