Transplante de Ilhotas Pancreáticas Humanas: Revisão da Literatura e Implantação de um Laboratório de Isolamento de Ilhotas Pancreáticas

O diabetes melito tipo 1 (DM1) está associado ao desenvolvimento de complicações crônicas de elevada morbi-mortalidade em indivíduos jovens em idade produtiva. A terapia intensiva com insulina comprovadamente diminui o aparecimento das complicações crônicas da doença. Entretanto, essa terapia ainda...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Rheinheimer, Jakeline, Leitão, Cristiane Bauermann, Rohde, Caroline Meurer, Rech, Tatiana Helena, Kramer, Caroline Kaercher, Steemburgo, Thais, Barkan, Sabrina Sigal, Filho, Tomaz de Jesus Maria Grezzana, Kruel, Cléber Rosito Pinto, Osvaldt, Alessandro Bersch, de Azevedo, Mirela Jobim, Gross, Jorge Luiz, Crispim, Daisy
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Clinical and Biomedical Research
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:seer.ufrgs.br:article/17957
Acceso en línea:https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/17957
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ilhotas Pancreáticas Humanas
Diabetes Melito Tipo 1
Isolamento de Ilhotas
Transplante de Ilhotas
Diabetes Mellitus
Descripción
Sumario:O diabetes melito tipo 1 (DM1) está associado ao desenvolvimento de complicações crônicas de elevada morbi-mortalidade em indivíduos jovens em idade produtiva. A terapia intensiva com insulina comprovadamente diminui o aparecimento das complicações crônicas da doença. Entretanto, essa terapia ainda está associada ao aumento da incidência de hipoglicemia. Em pacientes com “DM1 lábil”, os quais apresentam hipoglicemias graves sem sintomas de alerta, o transplante de ilhotas pancreáticas humanas é uma das melhores alternativas para restaurar a secreção de insulina e a percepção da hipoglicemia. Cerca de 80% dos pacientes que receberam transplante de ilhotas de mais de um doador, submetidos ao tratamento imunossupressor do protocolo de Edmonton, adquiriram independência de insulina após 1 ano do transplante. Porém, apenas 10% destes pacientes permaneceram livres de insulina após 5 anos. Entretanto, mesmo aqueles pacientes que necessitaram utilizar novamente insulina tiveram a normalização da homeostase glicêmica e da percepção da hipoglicemia, com prevenção da hipoglicemia grave. Sendo assim, o transplante de ilhotas é capaz de diminuir os níveis de glicose plasmática e HbA1c, reduzir a ocorrência de hipoglicemias graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo deste artigo foi fazer uma breve revisão da literatura sobre o isolamento e transplante de ilhotas pancreáticas humanas e relatar a implantação de um laboratório de isolamento de ilhotas humanas no Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.