Spinicaudata do triássico e jurássico das formações Santa Maria e Caturrita (Bacia Do Paraná): tafonomia e paleoambientes

Os conchostráceos, Spinicaudata, apresentam carapaça com composição quitino-fosfática, e, portanto, com baixo potencial de preservação, quando comparados a outros grupos de bivalves. Porém, estudos atualísticos demostraram sua alta resistência a processos físicos. Por conta desta característica envi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Jenisch, Alan Gregory
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Repositorio:Repositório Institucional da UNISINOS (RBDU Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.repositorio.jesuita.org.br:UNISINOS/10130
Acceso en línea:http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/10130
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:ACCNPQ::Ciências Exatas e da Terra::Geologia
Spinicaudata
Conchostráceos
Tafonomia
Triássico
Jurássico
Bacia do Paraná
Conchostraceans
Taphonomy
Euestheria minuta
Fushunograptidae
Paraná Basin
Descripción
Sumario:Os conchostráceos, Spinicaudata, apresentam carapaça com composição quitino-fosfática, e, portanto, com baixo potencial de preservação, quando comparados a outros grupos de bivalves. Porém, estudos atualísticos demostraram sua alta resistência a processos físicos. Por conta desta característica enviesada, associada a sua ampla distribuição geográfica e curto tempo de vida, os conchostráceos tem sido utilizados como marcadores temporais bastante precisos. Sua boa resolução preservacional amplia seu potencial como indicadores temporais. Além disso, diante dessa característica tafonômica, os spinicaudatos podem ser úteis para melhor compreender os processos sedimentares dos ambientes deposicionais nos quais viviam. Este trabalho tem como objetivo uma análise paleoambiental e estratigráfica de conchostráceos (Spinicaudata) do intervalo Triássico-Jurássico da Bacia do Paraná (Formações Santa Maria e Caturrita). A metodologia consistiu nas análises de fácies e sistemas deposicionais, e tafonômicas das concentrações fossilíferas. A tafonomia evidenciou quatro associações fossilíferas, individualizadas por meio da gênese e das características intrínsecas e extrincecas das concentrações: 1a e 1b (fácies Fl) decantação de finos em planície de inundação; 2 (fácies Sr-Fl-Sh) extravasamento em planície de inundação; e, 3 (fácies Fl-Sm) barras de desembocadura. Nas associações tafonômicas 1a e 1b o alto grau de preservação está associado ao padrão autóctone dos conchostráceos, enquanto que nas associações tafonômicas 2 e 3, aos distintos padrões preservacionais podem ser considerados autóctones, para-autóctones até mesmo alóctones. Conclui-se aqui, que a qualidade preservacional desses organismos deve ter sido determinada pela duração do transporte, distância do sítio original de vida e magnitude do evento de soterramento final. Dentre as espécies identificadas, Euestheria minuta nos níveis do Arroio Passo das Tropas é mais um elemento no reconhecimento da uma idade entre o final do Triássico Médio e início do Triássico Superior para o Membro Passo das Tropas. A presença de uma nova forma relacionada a Fushunograptidae, por outro lado, constitui mais um elemento em apoio ao intervalo Jurássico, mais recentemente atribuída ao topo da Formação Caturrita por sua correlação com outras ocorrências mundiais.