Sinais e sintomas depressivos em pessoas com lesão medular

Introdução: A incidência e a prevalência de pessoas acometidas por lesão medular têm aumentado todos os anos, seja ela por etiologia traumática ou patológica. Além disso, mais da metade dos acometidos podem desenvolver a depressão como complicação secundária, agravando o quadro clínico dos pacientes...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Caminha, Bruna Lyz Morais
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/4063
Acceso en línea:http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/4063
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Traumatismos da Medula Espinhal
Transtornos de Adaptação
Depressão
Depression
Adaptation disorders
Spinal cord injuries
SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICA
Descripción
Sumario:Introdução: A incidência e a prevalência de pessoas acometidas por lesão medular têm aumentado todos os anos, seja ela por etiologia traumática ou patológica. Além disso, mais da metade dos acometidos podem desenvolver a depressão como complicação secundária, agravando o quadro clínico dos pacientes e diminuindo a qualidade de vida relacionada a saúde dos mesmos, necessitando de tratamento e reabilitação por tempo indeterminado prestado por equipe multiprofissional de saúde. Objetivo: Analisar a ocorrência de sinais e sintomas depressivos associados a níveis de dependência funcional modificada ou completa em pessoas com lesão medular. Método: Trata-se de um estudo do tipo transversal com abordagem quantitativa. O estudo foi realizado no município de Campina Grande – Paraíba, entre 2019 e 2020, com pessoas que possuem deficiência física por lesão medular e não possuíam nenhuma deficiência causada por outra doença ou agravo. Só participaram da pesquisa aqueles que estavam cadastrados em alguma unidade básica de saúde da cidade, tanto na zona rural, como na urbana. A amostra foi determinada a partir do censo da população, totalizando 52 indivíduos. Quanto a coleta de dados, foi realizada em um único momento, no qual foram aplicados um questionário socioeconômico e clínico, e dois instrumentos validados para captar sinais e sintomas depressivos dos indivíduos e para avaliar a capacidade funcional. No tocante ao processo de análise de dados, foram realizados testes estatísticos no software SPSS para verificar possíveis associações (p<0,05) e medidas de frequência. Vale ressaltar que, por se tratar de pesquisa com seres humanos, a mesma seguiu todas as exigências da Resolução n° 466/2012 e aplicou-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) a todos os participantes, conforme legislação. Além de ter sido aprovada por um Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Nesta amostra, a maior parte dos acometidos por lesão medular são homens (75%), não brancos (79%), católicos (51,9%), com escolaridade reduzida (55,8%), assalariados (82,7%), sem companheiras (75%), com lesão medular decorrente de trauma que atingiu a região torácica (32,5%) e idade inferior a 50 anos (65,4%). Além disso, foi detectada a presença de sinais e sintomas depressivos na maioria da população (63,5%), associados a dependência para se alimentar (p=0,039), banhar-se (p=0,018) e se vestir – parte superior (p=0,021) e inferior (p=0,038). Conclusão: Pessoas acometidas por lesão medular apresentam sinais e sintomas depressivos associados a dependência para se alimentar, banhar-se e, vestir-se (parte superior e inferior).