A monocultura informática

Este artigo dedica-se a uma exploração preliminar da tensão entre a aparente pluralidade das práticas culturais contemporâneas e a uniformidade das condições de produção destas mesmas práticas, expressa na noção de "monocultura informática". O problema apresentado é que, dado que a padroni...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Cazeloto, Edílson
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2008
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Significação (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/65662
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/significacao/article/view/65662
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cyber culture
Capitalism
Informatics Monoculture.
Monocultura informática
Cibercultura
Capitalismo.
Descrição
Resumo:Este artigo dedica-se a uma exploração preliminar da tensão entre a aparente pluralidade das práticas culturais contemporâneas e a uniformidade das condições de produção destas mesmas práticas, expressa na noção de "monocultura informática". O problema apresentado é que, dado que a padronização (dos procedimentos produtivos e das práticas culturais) é uma necessidade constante do capitalismo, a pluralidade de manifestações e a polifonia das redes representaria uma força contrária aos pressupostos do capital? A idéia desenvolvida é que a fragmentação da cena social ocorre a partir de uma lógica única (a lógica informática), determinada pela ascensão do computador ao papel de intermediário privilegiado na criação e transmissão da cultura. Desta forma, a diversidade é redutível à uniformidade: a proliferação das práticas ocorre sobre uma uniformização de base, a saber, a necessidade da intermediação das tecnologias digitais, com seus protocolos, interdições e hierarquia.