O giro do homo economicus: do liberalismo ao neoliberalismo - uma crítica foucaultiana
<font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">O estudo das relações entre poder, verdade e subjetividade no pensamento foucaultiano permite realizar uma ontologia crítica do presente, sempre partindo do caráter histórico e não necessário dos modos de...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual do Ceará |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UECE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:uece.br:111564 |
| Acceso en línea: | https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=111564 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Crítica Governamentalidade Homo economicus Liberalismo Neoliberalismo |
| Sumario: | <font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">O estudo das relações entre poder, verdade e subjetividade no pensamento foucaultiano permite realizar uma ontologia crítica do presente, sempre partindo do caráter histórico e não necessário dos modos de constituição dos sujeitos. Neste escopo, busca-se realizar a genealogia do homo economicus, entendido como um modelo subjetivo tornado hegemônico ao longo dos últimos séculos. Assim, examina-se inicialmente o conceito de governo enquanto atividade de condução da conduta dos homens para então realizar a análise das formas de governamentalidade onde se desenvolveram tal concepção de homo economicus. Observa-se seu surgimento na arte de governar liberal e no desenvolvimento da filosofia utilitarista, enquanto um sujeito de interesses livres que manifestava sua liberdade através das trocas comerciais. Em seguida, analisa-se as transformações sofridas por este modelo subjetivo com o desenvolvimento teórico do neoliberalismo, do Colóquio de Lippman, passando pelos ordoliberais alemães e pela escola austríaca, onde o homem da troca vai sendo paulatinamente substituído pelo homem da concorrência e pelo empresário de si mesmo. Nota-se como a construção da subjetividade deste novo homo economicus neoliberal é resultado da interação de uma série de técnicas que fomentam sua produção no campo social. Neste sentido, demonstra-se que a crítica elencada por Foucault opera em oposição aos processos da governamentalidade, se coloca como uma resistência através de uma atitude de insubordinação aos excessos do poder e buscando promover novas formas de produção de subjetividades.</span></font> |
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