A escrita cênica do Théâtre du Soleil: teatro e cinema na memória, no palco e na tela
Esta tese é dedicada ao estudo que investiga a presença do cinema na escrita cênica dos espetáculos e a presença do teatro nos filmes realizados pelo Théâtre du Soleil, companhia francesa fundada em 1964 por Ariane Mnouchkine, em companhia de amigos. A questão é estudada considerando-se o ponto de v...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-28012025-101002 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-28012025-101002/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Ariane Mnouchkine Audience memory Escrita cênica Memória do espectador Stage writing Teatro e audiovisual Theater and audiovisual Théâtre du Soleil |
| Resumo: | Esta tese é dedicada ao estudo que investiga a presença do cinema na escrita cênica dos espetáculos e a presença do teatro nos filmes realizados pelo Théâtre du Soleil, companhia francesa fundada em 1964 por Ariane Mnouchkine, em companhia de amigos. A questão é estudada considerando-se o ponto de vista do espectador, registrado em suas memórias, que são cotejadas com as daqueles que trabalham ou trabalharam na trupe, e com os textos e as falas de pesquisadores que, ao longo do tempo, debruçaram-se sobre os estudos das artes da cena com enfoque nas obras realizadas pela companhia. Três peças teatrais compõem o corpus (as duas primeiras com versões fílmicas homônimas): Les éphémères (Os efêmeros, 2006), criação coral, Les naufragés du Fol Espoir – Aurores (Os náufragos do Louca Esperança – Auroras, 2010), criação coral baseada em romance póstumo de Jules Verne, coescrita com Hélène Cixous, e Macbeth une Tragédie de William Shakespeare comme elle est actuellement jouée au Théâtre du Soleil (Macbeth, segundo o Théâtre du Soleil, 2014), criação coral baseada em adaptação e tradução de Ariane Mnouchkine para o clássico de William Shakespeare. A escrita cênica da trupe foi objeto de uma pesquisa etnográfica com espectadores, baseada no modelo proposto por Marie-Madeleine Mervant-Roux (1998; 2006), objetivando identificar a presença e o papel da dimensão cinematográfica na construção da memória dos espetáculos e a presença e o papel da dimensão teatral na dos filmes. O resultado é um traço memorial de escrita cênica cinematográfica que se estende a todas as peças produzidas pela companhia sob a direção de Mnouchikne, e um traço memorial de escrita dramática nas obras audiovisuais da diretora-cineasta (Theatherfilmeregisseure), ambos resultantes do modus operandi da companhia, identificado pela autora, desde 2017, como uma prática hamletiana. A questão da atividade do espectador toca na originalidade política do Théâtre du Soleil e em sua longevidade |
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