A quinta via de Tomás de Aquino
Este trabalho apresenta o argumento que Tomás de Aquino (1225-1274) oferece como a quinta das vias para demonstrar a existência de Deus na Suma de Teologia. O foco desta apresentação não é explorar o contexto histórico em que o argumento se originou, nem examinar as fontes gregas, latinas e islâmica...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/157027 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/157027 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Tomás, de Aquino, Santo, 1225?-1274. Summa theologiae = Suma teológica Filosofia da Religião Metafísica Teleologia Existência de Deus Design inteligente Thomas Aquinas Philosophy of Religion Metaphysics Teleology |
| Sumario: | Este trabalho apresenta o argumento que Tomás de Aquino (1225-1274) oferece como a quinta das vias para demonstrar a existência de Deus na Suma de Teologia. O foco desta apresentação não é explorar o contexto histórico em que o argumento se originou, nem examinar as fontes gregas, latinas e islâmicas sobre as quais Tomás teria se baseado, mas sim analisar a possibilidade de sustentá-lo de modo atemporal como um argumento plausível a favor da existência de Deus. Minha intenção é oferecer boas razões em seu favor e rebater as objeções mais notórias em contrário, apontando os limites explicativos do argumento e oferecendo sugestões para fortalecê-lo. Inicio distinguindo diferentes tipos de teleologia e de argumentos teleológicos pela existência de Deus, comparando a quinta via com os demais argumentos teleológicos de Tomás e com o argumento de William Paley pelo projeto inteligente (Intelligent Design). Em seguida, passo à análise da própria via, mostrando evidências das inclinações e tendências a fins a que Tomás faz referência e tratando das teses metafísicas que defende a partir da observação destas inclinações. Também ofereço respostas às objeções que pretendem que esta teleologia seja redutível a leis de natureza ou ao acaso. No último capítulo, considero a segunda parte da quinta via, que afirma que tais inclinações em direção a fins dependem em última instância de uma inteligência ordenadora que seria Deus. Analisando, ao fim, em que medida procedem as objeções de que esta conclusão não passa de um antropomorfismo injustificado e de que Tomás vai além do que lhe permite a conclusão ao considerar que esta inteligência é Deus. |
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